Bolsa Subida nas tecnologias contrabalança queda na energia e deixa Wall Street pouco alterada

Subida nas tecnologias contrabalança queda na energia e deixa Wall Street pouco alterada

As principais bolsas do outro lado do Atlântico fecharam em terreno misto, mas descidas e subidas pouco acentuadas. A Microsoft e outras tecnológicas animaram a negociação e conseguiram ofuscar grandemente as perdas na energia em dia de queda dos preços do petróleo.
Subida nas tecnologias contrabalança queda na energia e deixa Wall Street pouco alterada
Reuters
Carla Pedro 06 de dezembro de 2017 às 21:12

O Dow Jones encerrou a ceder 0,16% para 24.140,98 pontos, sendo por pouco que não chegou hoje ao verde, uma vez que registou uma descida pouco expressiva.

 

O mesmo aconteceu com o Standard & Poor’s 500, que fechou praticamente inalterado face a segunda-feira, ao resvalar 0,01% para 2.629,27 pontos.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite negociou em alta, terminando a somar 0,21% para 6.776,38 pontos.

 

Depois de as tecnologias terem conseguido inverter, ontem, grande parte da tendência de queda das sessões mais recentes, não tendo contudo conseguido que o Nasdaq fechasse em alta – mas por pouco, já que terminou com um recuo marginal de 0,07% –, hoje esse movimento positivo intensificou-se no sector.

 

As cotadas que mais contribuíram para os ganhos das tecnológicas foram a Microsoft, Facebook e pela Alphabet (casa-mãe da Google), a valorizarem mais de 1%.

 

Ainda do lado das subidas, sobressaiu igualmente a H&H Block, que disparou mais de 9% depois de ter reportado receitas trimestrais acima do esperado.

 

Do lado das perdas, destaque para as cotadas da energia, como a Schlumberger, Exxon e Chevron.

 

Os preços do petróleo estiveram a perder terreno nos principais mercados internacionais, caindo para mínimos de duas semanas a afundarem mais de 2%, após um aumento surpresa dos inventários norte-americanos de gasolina – o que sugere que a procura poderá estar a diminuir e que as refinarias poderão não precisar de processar tanto crude quanto o que está a disponível para entrega.

 

Destaque ainda para a Home Depot, que recuou depois de ter anunciado um plano de recompra de acções no valor de 15 mil milhões de dólares.

 

Entretanto, os investidores continuam também atentos à reforma fiscal prometida para o país, à espera que Senado e Câmara dos Representantes – as duas casas que compõem o Congresso – avancem com conversações no sentido de limar arestas e conciliar ambas as versões que foram propostas pelos republicanos e que já foram votadas favoravelmente.

 

Assim que o Senado e a Câmara dos Representantes afinem e conciliem as suas respectivas versões [a da Câmara dos Representantes foi aprovada a 16 de Novembro e a o Senado na madrugada de sábado passado, 2 de Dezembro], a reforma fiscal daí resultante deverá cortar o IRC de 35% para 20% - se bem que no Senado queiram ver essa medida a avançar apenas em 2018, ao passo que na câmara baixa desejam vê-la concretizada ainda este ano, sendo esse um dos diferendos a precisar de ser limado.




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