Bolsa Subida tímida em Wall Street com prudência a prevalecer

Subida tímida em Wall Street com prudência a prevalecer

As bolsas norte-americanas encerraram com ganhos muito marginais, a reflectir a prudência dos investidores perante os receios em torno das tensões geopolíticas na Ásia e no Médio Oriente.
Subida tímida em Wall Street com prudência a prevalecer
Reuters
Negócios 10 de abril de 2017 às 21:28

O Dow Jones fechou a somar 0,01% para 20.658,02 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,07% para 2.357,16 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valorizou 0,05% para 5.880,92 pontos.

 

A sustentar a tendência estiveram sobretudo os títulos ligados à energia, numa sessão de ganhos do petróleo. Em Londres, o Brent do Mar do Norte marcou a maior série de ganhos desde Agosto ao ganhar terreno pela sexta sessão consecutiva.

 

Também em Nova Iorque o crude de referência (West Texas Intermediate) esteve a somar, ganhando mais de 1,5% naquela que foi a quinta jornada seguida de subidas.

 

O petróleo tem estado a valorizar devido sobretudo à interrupção de produção do maior campo petrolífero da Líbia. Isto ao mesmo tempo que a Rússia sinalizou que poderá prolongar os cortes de produção que efectivou no âmbito do acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

 

A contribuir para as últimas subidas têm estado também as tensões geopolíticas EUA-Síria-Rússia, depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter ordenado na passada sexta-feira, 7 de Abril, o lançamento de 59 mísseis Tomahawk a partir de navios no Mediterrâneo contra uma base aérea de forças fiéis ao governo sírio de Bashar al-Assad, em Shayrat, como resposta pelo uso de armas químicas num ataque esta semana. Foi a primeira intervenção militar directa dos Estados Unidos contra o regime sírio. 

Trump justificou a intervenção - que vinha ameaçando nos últimos dias - com o "interesse vital" de "prevenir e parar a disseminação do uso de armas químicas mortais". Em reacção, a Rússia veio dizer que o ataque minou os laços entre Washington e Moscovo.

 

Esta semana começa a apresentação de resultados da banca nos EUA e os investidores estão atentos, na expectativa de saberem como correu o primeiro trimestre.


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