Crédito Taxas implícitas do crédito sobem pelo segundo mês

Taxas implícitas do crédito sobem pelo segundo mês

O valor médio da prestação do crédito à habitação subiu um euro, para 239 euros.  
Taxas implícitas do crédito sobem pelo segundo mês
Patrícia Abreu 20 de setembro de 2017 às 11:19

Depois de terem quebrado, em Julho, um ciclo de três anos sem aumentos, as taxas implícitas do crédito à habitação voltaram a aumentar no último mês, segundo o INE. O valor médio da prestação subiu um euro, para 239 euros.

 

"A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 1,014% em Agosto, valor superior em 0,5 pontos base (p.b.) ao observado em Julho (1,009%)", adiantou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira. Este é o segundo mês de subidas nas taxas implícitas do crédito à habitação.

 

O aumento foi determinado pela evolução das taxas de juro nos novos créditos, que registaram uma subida mais expressiva. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita subiu 1,5 p.b., passando de 1,681%, em Julho, para 1,696%, em Agosto.

 

Apesar das Euribor permanecerem próximas de mínimos históricos, a maior expressão da taxa fixa nos contratos de crédito à habitação tem determinado um aumento dos custos destes empréstimos. Perante um ambiente de taxas negativas, os bancos estão a incentivar o recurso a empréstimos que não dependem da Euribor quer nos novos créditos, quer em contratos já existentes, oferecendo vantagens para quem trocar a taxa variável pela fixa, quer nos novos créditos.

 

Em relação à prestação média vencida, tal como tinha acontecido um mês antes, a mensalidade aumentou um euro, para 239 euros. Nos contratos mais recentes, o valor médio da prestação fixou-se nos 316 euros em agosto, mais 14 euros do que o observado no mês anterior.

 




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