Bolsa Trump não quer medicamentos caros e pressiona Wall Street

Trump não quer medicamentos caros e pressiona Wall Street

As bolsas norte-americanas abriram em baixa muito ligeira, depois de o presidente eleito Donald Trump ter assinalado a intenção de promover uma descida dos preços dos medicamentos.
Trump não quer medicamentos caros e pressiona Wall Street
Reuters
Carla Pedro 07 de dezembro de 2016 às 14:47

O Dow Jones abriu a sessão desta quarta-feira a ceder 0,10% para 19.232,58 pontos – depois de ontem ter estabelecido um novo recorde de fecho e de na véspera ter marcado um máximo histórico nos 19.274,85 pontos.

 

Este tem sido o índice mais sustentado pela perspectiva de um aumento dos gastos em infra-estruturas durante a presidência de Donald Trump, que assume funções a 20 de Janeiro.

 

O Standard & Poor’s, por seu lado, recua 0,10% para 2.210,13 pontos, muito perto dos máximos de sempre. O seu anterior recorde está nos 2.214,10 pontos e foi marcado no passado dia 30 de Novembro.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite segue a negociar no vermelho, a resvalar 0,11% para se estabelecer nos 5.327,14 (o seu recorde de sempre foi atingido a 29 de Novembro, nos 5.403,86 pontos.

 

As descidas estão, assim, a ser muito marginais. A ajudar a travar as perdas das praças do outro lado do Atlântico estão sobretudo os títulos da banca [que continuam a ser sustentados pela expectativa de uma regulação menos dura por parte da Administração Trump] e das telecomunicações.

 

A puxar para terreno negativo estão as biotecnologias, depois de Trump se ter declarado contra, numa entrevista à revista Time – que o elegeu personalidade do ano –, preços elevados para os medicamentos.

 

Trump continua a mexer com os mercados conforme vai fazendo as suas declarações. Ontem, na sua conta de Twitter, disse que o Air Force One era demasiado caro. Isto depois de em Junho se ter desfeito de todas as suas posições accionistas, incluindo da construtora aeronáutica Boeing, responsável por fornecer o avião presidencial, que acabou a perder terreno com o seu tweet.

 

Os investidores estão à espera de mais pistas sobre a resiliência da economia, para tentarem perceber se esta está suficientemente sólida para suportar uma subida das taxas de juro.

 

Os economistas inquiridos pela Bloomberg apontam para uma probabilidade de 100% de a Reserva Federal norte-americana aumentar os juros na reunião de 13 e 14 de Dezembro – quando no início de Novembro, antes das eleições presidenciais de dia 8, a expectativa média de isso acontecer estava nos 68%.

 

Os dados relativos aos pedidos de concessão de crédito hipotecário são conhecidos hoje e amanhã serão divulgados os números dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada.

 

A Fed iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.

 

Os investidores estão também atentos ao Banco Central Europeu e ao que dirá amanhã, para perceberem de que forma é que o "não" no referendo em Itália no passado domingo irá influenciar o programa de compra de activos daquela autoridade monetária.


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