Bolsa Universo EDP e BCP levam bolsa de Lisboa a cair pelo segundo dia

Universo EDP e BCP levam bolsa de Lisboa a cair pelo segundo dia

As acções portuguesas acompanham o tom na maioria das praças europeias, depois de uma sessão globalmente no vermelho nas pares asiáticas.
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Paulo Zacarias Gomes 07 de julho de 2017 às 08:06

A bolsa portuguesa iniciou a última sessão da semana em queda, no segundo dia negativo para as acções nacionais, a acompanhar a generalidade das praças europeias depois de uma negociação no vermelho em Wall Street e maioritariamente negativa nas bolsas asiáticas.

Com 11 títulos em queda, cinco em alta e três inalterados, o PSI-20 recua 0,17% para 5.160,09 pontos.

No segundo dia da OPA, a EDP Renováveis cai 0,38% para 6,867, 11,7 cêntimos acima dos 6,75 euros por acção oferecidos pela EDP. Já a casa-mãe cai 0,11% para 2,819 euros.

As acções do BCP recuam 0,12% para 0,2402 euros depois de o meio económico Puls Biznesu ter dado conta do interesse do Millennium Bank, detido a 50,1% pelo BCP, na compra de activos do Deutsche Bank na Polónia.

A Galp segue na linha de água (recua ligeiros 0,08% para 13,10 euros), ao passo que o Montepio cota nos 98 cêntimos, a recuperar 0,2%, perante o anúncio preliminar de OPA a um euro por título lançado pela associação mutualista.

Entre os quatro títulos com ganhos voltam a estar os CTT (avança 0,22% para 5,559 euros) e a Nos (0,15% para 5,259 euros), bem como a Jerónimo Martins (que avança 0,17% para 17,315 euros).


A condicionar a evolução dos mercados europeus volta a estar o preço do petróleo (que esta manhã regressa às quedas superiores a 1% em Nova Iorque e Londres), bem como os dados da produção industrial na maior economia europeia, a Alemanha, que subiu em Maio mais do que o esperado.

Paralelamente, o mercado obrigacionista assiste desde ontem a agravamentos que levaram os juros da dívida alemã a máximos de quase um ano e meio, comportamento que se estendeu à Ásia, numa altura em que as palavras dos bancos centrais sinalizam a preparação de uma travagem ou retirada dos estímulos.

Durante a sessão de hoje aguarda-se ainda, nos Estados Unidos, pela divulgação de estatísticas de criação de emprego, depois de ontem os números do sector privado terem saído abaixo das expectativas dos analistas. 

(Notícia actualizada às 8:24 com mais informação)