Investidor Privado Vantagem fiscal nos seguros de capitalização

Vantagem fiscal nos seguros de capitalização

A partir do oitavo ano de aplicação, são cobrados apenas 11,2% de imposto sobre o rendimento.
Vantagem fiscal nos seguros de capitalização
Raquel Godinho 31 de outubro de 2017 às 10:30
Com as taxas de mercado em mínimos históricos e mesmo em níveis negativos, conseguir retorno para as poupanças é uma tarefa cada vez mais difícil. Sobretudo para os investidores que não estejam dispostos a assumir riscos. No universo dos seguros de capitalização, consegue encontrar alternativas com mais e menos risco. E o investidor beneficia de uma vantagem fiscal.

São vários os seguros de capitalização que pode encontrar em comercialização: produtos de baixo a alto risco, com e sem capital garantido. Mas estes produtos são uma alternativa de investimento nomeadamente para quem procura opções de médio e longo prazo. Isto porque a principal vantagem face a outros produtos de poupança é a menor carga fiscal. A partir do oitavo ano de aplicação, são cobrados apenas 11,2% de imposto sobre o rendimento. E, se investir por prazos entre cinco e oito anos, a taxa é de 22,4% e por prazos inferiores a cinco anos e um dia é de 28%, tal como na maior parte dos produtos.


11,2%
Carga fiscal
A partir do oitavo ano de aplicação, são cobrados apenas 11,2% de imposto sobre o rendimento.


Contudo, os seguros de capitalização têm como principal desvantagem as comissões cobradas, nomeadamente de subscrição, gestão e resgate antecipado. O valor destes encargos reduz o retorno que pode ser conseguido com o produto e, em alguns casos, pode mesmo anular esta rentabilidade. Por exemplo, entre os 18 produtos recentemente analisados pela Deco, o Liberty Poupança Mais cobra a comissão de subscrição mais elevada, de 3,09%, acima da média de 0,7%.

Esta deve ser, assim, uma característica que deve ter em consideração quando escolher o seu produto de poupança. E, como a Deco alertou recentemente, não há muita visibilidade em relação aos encargos destes produtos, sendo que as comissões variam consoante a vontade do intermediário e rendimentos que não são tornados públicos a quem não seja cliente.

Além disso, também não é fácil obter informação sobre os rendimentos conseguidos. O rendimento médio dos seguros tem diminuído. No ano passado renderam, em média, 1,3%. Um rendimento bruto que, contudo, superou a inflação de 0,6%. Nos últimos cinco anos, estes produtos conseguiram render, em média, 2,3%, segundo a Deco. 





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