Obrigações Venezuela vai reestruturar toda a dívida estrangeira

Venezuela vai reestruturar toda a dívida estrangeira

Nicolas Maduro anunciou que vai reestruturar a dívida da Venezuela detida por estrangeiros. O presidente venezuelano acusa os EUA de serem responsáveis pelo país não se conseguir financiar nos mercados.
Venezuela vai reestruturar toda a dívida estrangeira
Reuters
Sara Antunes 03 de novembro de 2017 às 11:56

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, garantiu que procedeu ao reembolso de 1,1 mil milhões de dólares em dívida, da petrolífera Petroleos de Venezuela (PDVSA) que chega à maturidade na próxima quinta-feira. Mas também revelou que criou uma comissão para estudar "uma reestruturação de todos os pagamentos futuros", de acordo com a Reuters.

 

Nicolas Maduro apontou ainda o dedo aos EUA, acusando o país de ser responsável pela incapacidade de a Venezuela se financiar no mercado internacional. Isto porque uma das sanções, no âmbito de acusações de violação dos direitos dos homens, aplicadas pelos EUA foi proibir os bancos americanos de participarem ou negociarem operações do género.

 

"Nomeei uma comissão presidencial especial, liderada pelo vice-presidente Tareck El Aissami, para começar a refinanciar e a reestruturar todas a dívida externa da Venezuela e (começar) a lutar contra a perseguição financeira ao nosso país", afirmou Nicolas Maduro num discurso transmitido na televisão e citado pela Reuters.

 

A agência de informação americana realça que o Estado e as empresas estatais têm 49 mil milhões de dólares em obrigações que estão sujeitas à legislação norte-americana.

 

A Venezuela poderá assim entrar em falência, arriscando-se a ser a protagonista da maior crise de dívida soberana na América Latina desde 2011, altura em que a Argentina entrou em colapso financeiro. E alguns analistas acreditam que será difícil convencer os investidores a aceitarem a reestruturação de dívida, especialmente porque não há qualquer plano económico.

 

O anúncio feito por Nicolas Maduro deixou algumas pessoas confusas, não percebendo porque é que anuncia uma reestruturação de dívida, mas antes faz pagamentos de montantes elevados, valores que poderiam ser usados para ajudar a população. Há analistas, de acordo com a Bloomberg, que admitem que Maduro não esteja familiarizado com as terminologias e tenha falado em reestruturação de dívida, sem querer efectivamente dizer isso. Há outros analistas que acreditam que o objectivo de Maduro é deixar de fora desta reestruturação a petrolífera estatal PDVSA.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

A economia portuguesa, subjugada às vontades de revolucionárias mentalidades reinantes presas a um passado tão longínquo que parece o de outro mundo e ao peculiar sistema político-legal em vigor que dali resultou, frontalmente anti-mercado, delirantemente marxista, obtusamente proteccionista, irresponsavelmente keynesiano, convenientemente neoludita e criminosamente corrupto, não consegue criar condições para atrair o melhor e mais adequado talento e capital disponível a cada momento no mercado de factores externo, nem tão pouco fixar o que cá vai sendo gerado. Os custos desta ignóbil imprudência, assente na extracção de valor e avessa à criação daquele, são sobejamente conhecidos. observador.pt/2017/11/02/economia-portuguesa-esta-presa-por-quatro-grandes-arames/

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Anónimo Há 2 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 2 semanas

Para os imbecis que acreditam nas esquerdalhas e se conformam com a igualdade pela miséria, aqui lhes deixo estes dados: A Venezuela nos últimos 18 anos da era Chavista e Madurista gerou mais de 300 MM de USD , não me enganei 300.000.000.000,00; Onde pára esse dinheiro ?
PCP e BE respondam.

Heitor Martinho Há 2 semanas

Estamos numa época em que tudo vale em favor dos números. Países que se desfazem em nome dos números como é o caso da Catalunha onde a ganância se sobrepõe à solidariedade com o resto da Espanha. Do tipo, a nossa riqueza é só nossa e não temos de partilhá-la com ninguém, enfim são os números...

Mandem as esganiçadas para Coimbra! Ciganada! Há 2 semanas

As esganiçadas q vejam estas noticias! Querem reestruturar a dívida?! As esganiçadas en rabadas por vários negrões abonados para lhes destruir o kagueiro era o castigo mais justo para não debitarem faladura oca! As esganiçadas q defendem a ciganada deviam estar em Coimbra para levarem umas cacetadas

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