Bolsa Via Bolsa: Risco do país é um dos principais desafios para a dispersão em bolsa

Via Bolsa: Risco do país é um dos principais desafios para a dispersão em bolsa

Especialistas consideram que um dos principais desafios à dispersão de capital na bolsa de Lisboa é a percepção de risco do país.
Via Bolsa: Risco do país é um dos principais desafios para a dispersão em bolsa
Patrícia Abreu 18 de Outubro de 2016 às 15:39

Convencer as empresas a recorrer ao mercado de capitais como uma alternativa de financiamento tem-se revelado uma tarefa difícil. Mas, mais do que os requisitos exigentes ou a obrigatoriedade de divulgar informação ou a perda de controlo, os especialistas realçam o risco do país como um dos principais desafios à dispersão de capital em bolsa. 

 

"A primeira barreira é o risco do país", destacou Paulo Freire de Oliveira, da BPI Gestão de Activos, num painel da conferência Via Bolsa, dedicada ao tema financiamento através do mercado de capitais, organizada pela Euronext Lisbon. Para o gestor, o principal desafio é conseguir "ganhar tempo de antena junto dos investidores internacionais para investir em Portugal".

 

O agravamento da percepção de risco do país tem dificultado a captação de capital estrangeiro para o mercado nacional. "O mercado nacional é percebido pelos investidores como um mercado de periferia", acrescenta Alvier Almeida, da Petrus Advisors.

 

Ultrapassado este desafio, os especialistas referem que para atrair a atenção dos investidores é fundamental ter uma "história coerente, com um bom plano e uma boa gestão", capaz de criar retorno.

 

As opções de financiamento em mercado devem, porém, adaptar-se às empresas e aos seus objectivos. Num mercado dominado por empresas de menor dimensão, a bolsa não é solução para todas.

 

Para Paulo Freire de Oliveira há sempre uma questão de dimensão. Investir "abaixo dos dez milhões de euros é complicado". Daí que destaque que no mercado nacional ainda poderemos passar "por um agrupamento de algumas empresas para criar uma massa crítica para serem investíveis".

 

Ricardo Abrantes, presidente da Associação Empresarial de Águeda, argumenta que têm que "ser criadas condições à dimensão das PME". E isso só com incentivos.




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