Bolsa Wall Street à procura de direcção por entre Trump, Yellen e petróleo

Wall Street à procura de direcção por entre Trump, Yellen e petróleo

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno misto. A animar a negociação estiveram sobretudo os títulos da energia, impulsionados pela retoma dos preços do petróleo, mas a pressionar estiveram novos relatos de um possível envolvimento da campanha presidencial de Trump com os russos. O mercado tem já em mira o testemunho de Yellen, amanhã no Senado.
Wall Street à procura de direcção por entre Trump, Yellen e petróleo
Reuters
Carla Pedro 11 de julho de 2017 às 21:26

O Standard & Poor’s 500 encerrou a ceder 0,10% para 2.425,62 pontos, ao passo que o Dow Jones terminou inalterado face à véspera, nos 21.409,07 pontos.

 

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,27% para se estabelecer nos 6.193,30 pontos.

 

A contribuir para esta falta de direcção marcada em Wall Street esteve a junção de vários factores.

 

A contribuir para a tendência positiva esteve o petróleo, que ganhou mais de 1% nos mercados internacionais e esteve assim a impulsionar os títulos da energia pelo segundo dia consecutivo.

 

A contrabalançar o optimismo dos investidores estiveram os novos relatos de um possível envolvimento da campanha de Donald Trump - às presidenciais do passado dia 8 de Novembro - com os russos, o que abalou a tranquilidade que se estava a viver nos mercados financeiros, sublinha a Bloomberg.

 

Os investidores estão já de olhos postos no dia de amanhã, já que Janet Yellen, presidente da Reserva Federal, comparece no Senado para apresentar o relatório semestral de política monetária. Isto acontece uma semana depois de terem sido conhecidas as actas relativas à reunião que decorreu nos dias 13 e 14 de Junho e onde se percebeu que os responsáveis pela política monetária do banco central estão divididos quanto ao "timing" para a redução do seu balanço.

 

Quem também vai testemunhar perante o Senado é Cristopher Wray, que falará perante o comité judiciário sobre as suas qualificações para ser director do FNI. Entre 2003 e 2005 Wray foi vice-procurador geral, tendo tido a seu cargo a divisão criminal durante a Administração de George W. Bush.

 

Se for aprovado pelo comité, terá depois de ser viabilizado por todo o Senado. Wray foi o nome proposto por Donald Trump para substituir James Comey, que o presidente demitiu e que conduzia uma investigação às eventuais relações entre a sua equipa de campanha nas eleições de 2016 e a Rússia.

 

Por outro lado, o banco central norte-americano divulga amanhã o seu Livro Bege, que reúne os relatórios económicos dos 12 distritos abrangidos pelos bancos regionais da Fed.

 

Além disso, a presidente da Reserva Federal de Kansas City, Esther George, fala sobre as perspectivas económicas e sobre o balanço da Fed. Isto num almoço promovido pela Fed da sua região, que terá lugar em Denver.




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