Bolsa Wall Street continua a subir depois de discurso de Yellen

Wall Street continua a subir depois de discurso de Yellen

As principais praças dos Estados Unidos mantêm a toada de ganhos ainda apoiadas pelo discurso ontem feito por Janet Yellen, que impulsionou mesmo o Dow Jones para um novo máximo de sempre.
Wall Street continua a subir depois de discurso de Yellen
Reuters
David Santiago 13 de julho de 2017 às 14:35
Depois de ontem o discurso da presidente da Reserva Federal ter contribuído para uma sessão de fortes ganhos em Wall Street, impulsionando mesmo o índice Dow Jones para um novo recorde de sempre, as palavras proferidas por Janet Yellen continuam esta quinta-feira, 13 de Julho, a animar as principais praças dos Estados Unidos.

Assim, o industrial Dow Jones começou o dia a subir 0,04% para 21.539,94 pontos, seguido pelo tecnológico Nasdaq Composite a ganhar 0,09% para 6.266,594 pontos e pelo Standard & Poor's 500 a crescer os mesmos 0,09% para 2.445,47 pontos. 

A líder da Fed, que esta quinta-feira volta a fazer uma intervenção pública sobre política monetária, considera que a economia americana cresce de forma sustentada e a um ritmo que permite à maior economia mundial suportar novos aumentos dos juros, depois de a Reserva Federal já ter decretado duas subidas dos custos do dinheiro em 2017.

 

Mas além das subidas dos juros, Janet Yellen revelou que é também intenção da Fed aplicar medidas adicionais no sentido da normalização da política monetária do banco central americano, tendo dado como exemplo a redução do balanço mediante a venda de obrigações soberanas adquiridas nos anos mais recentes, medidas a adoptar ainda neste ano. 

Esta intervenção de Yellen potenciou ganhos não apenas em Wall Street mas também nas praças europeias e, de uma forma geral, nas bolsas mundiais. Contribuindo para que o MSCI ACWI (que mede o desempenho das principais acções em 23 mercados desenvolvidos e 24 mercados emergentes) tenha tocado esta manhã em máximos históricos.

Entretanto, a sustentar o optimismo em relação ao comportamento da economia americana, foi reportado que os preços no consumidor cresceram inesperadamente em Junho, beneficiando do sustentado crescimento dos custos dos serviços que compensou o recuou dos preços energéticos, designadamente dos produtos petrolíferos.

 

A Reserva Federal já tinha salientado a forte recuperação do mercado laboral, contudo permanecia expectante relativamente ao fraco crescimento dos salários, o que continua a travar a subida da taxa de inflação para a meta definida de 2%. Desta forma, os dados agora conhecidos sobre a subida dos preços nos consumidores parece indiciar que a recente estabilização e recuo da inflação terá sido conjuntural.

 

Depois dos 222 mil novos postos de trabalho criados nos Estados Unidos em Junho, os dados hoje divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano mostram que o número de novos pedidos de acesso a subsídios de desemprego caiu (de 248 mil para 247 mil), na semana passada, pela primeira vez no último mês, confirmando a evolução positiva do mercado laboral. 

(Notícia actualizada às 14:51)



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
BCP a 1º LIBRA POR AÇÃO 13.07.2017

Por ccausa do BREXIT ó MAIOR BANCO INGLÊS vai LANÇAR UMA OPA AO MILENIUM BCP A UMA LIBRA POR AÇÃO porque só os bancos falidos ( montepio ) é que são opados a 1 euro por ação

pub
pub
pub
pub