Bolsa Wall Street dividida: banca dispara e tecnologia afunda

Wall Street dividida: banca dispara e tecnologia afunda

Os mercados accionistas do outro lado do Atlântico continuaram a evoluir ao sabor da expectativa sobre os sectores que mais serão beneficiados e penalizados com uma Administração Trump.
Wall Street dividida: banca dispara e tecnologia afunda
Reuters
Carla Pedro 14 de Novembro de 2016 às 21:48

O índice industrial Dow Jones encerrou esta segunda-feira a somar 0,11% para 18.868,69 pontos, naquele foi constitui um novo recorde de fecho. Isto depois de, durante a sessão, ter marcado um máximo histórico nos 18.934,05 pontos.


O Standard & Poor’s 500, por seu lado, fechou praticamente inalterado face a sexta-feira, cedendo menos de um ponto ao fixar-se nos 2.164,32 contra 2.164,37 pontos na última sessão da semana passada.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite voltou às perdas, encerrado a desvalorizar 0,36% para 5.218,39 pontos.

 

Os principais índices bolsistas dos EUA continuam assim, a evoluir, ao sabor das perspectivas sobre as políticas do presidente eleito, Donald Trump, perfilando-se os títulos industriais, mineiros e da banca entre claros potenciais vencedores e as tecnológicas como o sector que mais pode ter a perder.

 

Os títulos do sector financeiro têm ganho terreno com a expectativa de que as políticas económicas de Trump acelerem uma subida dos juros e que a nova governação seja menos exigente em termos de regulação no sector.

 

As acções ligadas ao sector industrial estão também a ter um desempenho muito positivo – o que levou o Dow Jones a estabelecer novos recordes nos últimos dias – já que nos planos de Trump está o aumento da despesa pública em infra-estruturas.

 

Na esteira dos títulos industriais estão as acções das matérias-primas ligadas a materiais usados na construção, como é o caso do cobre e outros títulos mineiros.

 

Do lado das perdas, destaque para o sector tecnológico. As empresas deste ramo operam bastante fora de portas e estão receosas do impacto que poderão ter as políticas do novo presidente no que diz respeito ao comércio – já que este defende medidas proteccionistas e falou mesmo em reverter alguns acordos comerciais importantes já estabelecidos e em curso.

 

Esta foi a quarta sessão consecutiva de quedas nas tecnologias, com evidência para o mau desempenho de títulos de peso que acabaram por arrastar o resto do sector: Apple, Facebook e Alphabet (que detém a Google).

 

O índice das tecnologias de informação, do S&P 500, caiu 1,7%, naquele que foi o seu maior recuo desde Setembro. 




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