Bolsa Wall Street em alta e Nasdaq em máximos com reforço do mercado laboral

Wall Street em alta e Nasdaq em máximos com reforço do mercado laboral

As principais praças dos Estados Unidos começaram o dia a negociar em alta apoiadas pelas apresentações de resultados considerados positivos e pela contratação de trabalhadores pelo sector privado acima do esperado. O Nasdaq já registou um novo recorde de sempre.
Wall Street em alta e Nasdaq em máximos com reforço do mercado laboral
Jeff Christensen/Reuters
David Santiago 01 de novembro de 2017 às 13:37

O Nasdaq Composite iniciou a sessão desta quarta-feira a ganhar 0,46% para 6.758,578 pontos para logo depois reforçar os ganhos e tocar nos 6.759,660 pontos, um recorde de sempre. Isto depois de ontem este índice tecnológico ter atingido um novo máximo.

Também o industrial Dow Jones e o Standard & Poor’s 500 começaram a jornada bolsista no verde, com o primeiro a crescer 0,38% para 23.466,49 pontos, e o segundo a somar 0,34% para 2.383,99 pontos. Ambos estão próximos de tocar em níveis nunca registados.

A apoiar o optimismo está a divulgação pela ADP de um relatório que mostra que, em Outubro, o sector privado norte-americano contratou 235 mil trabalhadores, o maior número mensal de contratações desde Março e que superou a média das estimativas feitas pelos analistas consultados pela agência Reuters que apontava para apenas 200 mil.

Este indicador vem confirmar os ganhos de robustez do mercado laboral americano. A Bloomberg antecipa mesmo que estes dados indiciam que na sexta-feira o governo americano reporte uma recuperação nos salários do sector privado em Outubro.

Também a contribuir para este início positivo de sessão está a apresentação de resultados positivos por parte de várias cotadas americanas.

Até aqui os resultados no terceiro trimestre tem sido amplamente positivos, com 72,9% das cotadas que integram o índice S&P 500 a superarem as estimativas para os lucros feitas pelos analistas. Percentagem que, por sua vez, supera os 72% registados nos últimos quatro trimestres, de acordo com a Reuters.  

 

"Estamos num ambiente muito positivo", diz o director-geral da Janlyn Capital, Andre Bakhos, que considera que "os dados económicos e os lucros continuam a ser uma razão de optimismo".

Por outro lado, os investidores estarão hoje atentos ao final da reunião de dois dias da Reserva Federal dos Estados Unidos. A expectativa generalizada é que a Fed mantenha inalterados os juros, com os analistas a acreditarem que o banco central americano decrete um aumento do custo do dinheiro em Dezembro.

Ainda relativamente à Fed, a Casa Branca anunciou que o presidente Donald Trump anuncia na quinta-feira a sua escolha para presidir à Reserva Federal, numa altura em que tudo aponta para que Janet Yellen seja a primeira líder da autoridade monetária a não ser reconduzida para um segundo mandato desde os anos 1970. Jerome Powell é apontado como a escolha de Trump. 

O sector petrolífero está em destaque neste início de dia, com a Chevron a somar 0,69% para 116,68 dólares e a Exxon a avançar 0,34% para 83,63 dólares, isto depois de o West Texas Intermediate (WTI) ter hoje transaccionado em máximos de meados de 2015 depois de terem sido divulgados dados que mostram que os Estados-membros da OPEP reforçaram o cumprimento do corte à produção decretado pelo cartel petrolífero.

Nota ainda para a US Steel, que dispara 11,97% para 28,35 dólares após ter apresentados lucros considerados robustos pelos analistas, e para a Garmin que sobe 3,43% para 58,55 dólares depois de a tecnológica ter apresentado lucros que superaram as estimativas. 


(Notícia actualizada às 13:41)




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Estes um dia voltam a estoirar como uma castanhas e levam tudo atrás.
Será porque o anormal do presidente acrescenta espectativas que não consigo visualizar ?

A América já não é o que era, foi tomada de assalto por poderes que tomam de assalto outros poderes e assim vai vivendo de expedientes