Bolsa Wall Street em alta ligeira interrompe maior série de quedas desde 2008

Wall Street em alta ligeira interrompe maior série de quedas desde 2008

As bolsas norte-americanas negoceiam em alta ligeira depois de oito sessões consecutivas de perdas, numa altura em que persistem as dúvidas em torno do resultado das eleições nos EUA.
Wall Street em alta ligeira interrompe maior série de quedas desde 2008
Rita Faria 04 de novembro de 2016 às 13:54

Os principais índices norte-americanos abriram em alta ligeira esta sexta-feira, 4 de Novembro, depois de terem completado ontem a oitava sessão consecutiva de perdas – a mais longa série de desvalorizações desde 2008.

O índice industrial Dow Jones sobe 0,01% para 17.933,31 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq ganha 0,10% para 5.063,16 pontos. Já o S&P500 valoriza 0,07% para 2.090,66 pontos, depois de ter atingido ontem o valor mais baixo desde Julho.

Antes da abertura do mercado, foi revelado que a economia norte-americana criou 161 mil novos empregos no mês de Outubro, com a taxa de desemprego a recuar para 4,9% (menos uma décima do que em Setembro).

Ainda que tenham ficado ligeiramente abaixo das estimativas (173 mil), estes dados deverão abrir caminha à Reserva Federal para subir os juros pela primeira vez este ano. Além do aumento da criação de emprego e da descida da taxa de desemprego, os salários registaram em Outubro o maior aumento desde 2009, o que confirma a evolução saudável da economia norte-americana.

Antes de serem conhecidos os dados do emprego, a Reserva Federal decidiu manter os juros inalterados, esta quarta-feira, uma decisão amplamente esperada pelos economistas. No entanto, a autoridade monetária indicou que os argumentos para uma subida reforçaram-se, fazendo prever que haverá novidades em Dezembro.

De acordo com os contratos futuros de obrigações, a probabilidade de uma subida de juros no último mês deste ano aumentou para 78%, o que corresponde ao nível mais elevado desde Março. Na semana passada, a probabilidade estava nos 69%.

No entanto, mais do que a evolução da política monetária, são as eleições presidenciais nos Estados Unidos que estão no centro das atenções. A indefinição em torno do resultado, e a divulgação de sondagens dando vantagem ao candidato republicano motivaram um movimento de fuga ao risco nos mercados, que penalizou fortemente os índices bolsistas, favorecendo, por outro lado, activos de refúgio como o ouro.  

"As eleições nos Estados Unidos são o ‘elefante na sala’ para os mercados, neste momento", refere Christian Gatticker, director de research do Julius Baer Group, citado pela Bloomberg. 


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Anónimo 04.11.2016

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