Bolsa Wall Street em ligeira baixa após descida do desemprego para mínimos

Wall Street em ligeira baixa após descida do desemprego para mínimos

As bolsas norte-americanas abriram em baixa muito ligeira, sem grande reacção ainda aos dados do emprego nos Estados Unidos, que revelaram um aumento do número de contratações e uma queda da taxa de desemprego para mínimos de nove anos.
Wall Street em ligeira baixa após descida do desemprego para mínimos
Carla Pedro 02 de dezembro de 2016 às 14:47

O Dow Jones abriu a recuar 0,15% para 19.162,41 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s se mostra inalterado, nos 2.191,08 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite segue a resvalar 0,05% para 5.248,31 pontos.

 

O desemprego em Novembro, nos EUA, fixou-se em mínimos de nove anos, nos 4,6%. Além disso, a economia norte-americana criou 178.000 empregos, acima dos 175.000 estimados pelos economistas inquiridos pela Bloomberg. Em contrapartida, os salários diminuíram.

 

Este foi o último relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos antes da reunião da Reserva Federal norte-americana, nos dias 13 e 14 de Dezembro. Os operadores estão a apontar para uma probabilidade de 100% de a Fed subir os juros directores já na reunião deste mês, quando no início de Novembro apenas 68% acreditava nesse cenário.

 

A Fed iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico dispararam em Novembro, com a maioria dos índices a marcar novos máximos históricos, devido à expectativa de que a Administração Trump aumente a despesa pública para estimular a economia.

 

No entanto, há gestores de alguns dos maiores fundos de investimento norte-americanos que se mostram cépticos quanto à solidez desta escalada bolsista. Bill Gross, que gere um fundo obrigacionista de 1,7 mil milhões de dólares da Janus, afirmou ontem que essa convicção de que as políticas de Trump serão benéficas para determinados sectores – como construção e banca – é enviesada, uma vez que os benefícios dos estímulos orçamentais deverão ser apenas temporários.




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