Bolsa Wall Street em máximos históricos. Namoro com a energia e promessas de Trump são trampolim

Wall Street em máximos históricos. Namoro com a energia e promessas de Trump são trampolim

A Bloomberg chama-lhe "o caso amoroso de Wall Street com a energia". E, de facto, nos últimos meses, tem sido evidente a forte correlação entre a evolução dos preços do petróleo e das bolsas. Hoje, essa ligação foi evidente e, associada às promessas de reforma fiscal por parte de Trump, acabou por dar gás aos EUA.
Wall Street em máximos históricos. Namoro com a energia e promessas de Trump são trampolim
Reuters
Carla Pedro 09 de fevereiro de 2017 às 21:22

As principais bolsas norte-americanas encerraram em alta, fixando-se em patamares nunca antes vistos. A contribuir para esta valorização esteve a subida dos preços do petróleo, que animou fortemente os títulos da energia.

 

Já ontem o crude tinha "dado uma ajuda" às praças do outro lado do Atlântico, à conta de uma retoma dos preços da matéria-prima nos principais mercados internacionais depois do anúncio de uma queda inesperada das reservas norte-americanas de gasolina.

 

A ajudar ao movimento positivo estiveram também as declarações do presidente Donald Trump, que prometeu "para breve" uma reforma fiscal.

 

O índice industrial Dow Jones encerrou a somar 0,59% no fecho, para 20.172 pontos, que é um novo máximo de fecho, além de ter marcado um novo máximo de sempre na negociação intradiária, nos 20.206,36 pontos.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 0,58% para se estabelecer nos 2.307,87 pontos – estabelecendo assim um recorde de fecho, depois de ter fixando um máximo histórico a meio do dia, nos 2.311,08 pontos.

 

Já o índice tecnológico Nasdaq Composite terminou a ganhar 0,58%, para 5.715 pontos – e, à semelhança dos seus congéneres de Wall Street, este valor foi o mais alto de sempre num fecho de sessão. Durante a jornada, atingiu um máximo de sempre nos 5.722,71 pontos.

 

Apesar de a actual época de apresentação de resultados das empresas estar a ser uma das melhores desde a crise financeira, os investidores mantêm-se cautelosos, à espera de sinais mais claros sobre as políticas de promoção do crescimento da economia norte-americana – e também devido aos riscos políticos na Europa com a aproximação de eleições importantes.

 

Por isso, as oscilações têm sido pouco expressivas, tanto para a alta como para a baixa. Mas a valorização de hoje foi mais evidente, com os principais índices a ganharem mais de 0,50%.

 

Os títulos da energia recuperaram, animados pelos ganhos do petróleo, o que contribuiu para colocar as bolsas norte-americanas no verde.

 

Segundo a Bloomberg, desde pelo menos o ano de 2000 que Wall Street não investia tanto dinheiro nas cotadas do sector energético. E isto deve-se à expectativa de que o sector esteja a emergir da sua pior contracção no período de uma geração.

 

As empresas norte-americanas da energia angariaram 6,64 mil milhões de dólares em 13 aumentos de capital em Janeiro (o que correspondeu a mais de dois terços dos 9,41 mil milhões angariados no resto do mundo), no âmbito da conjugação de dois importantes factores: preços do petróleo consistentemente acima de 50 dólares por barril e uma corrida às prospecções que fez duplicar o número de plataformas em utilização nos EUA e no Canadá para a exploração de petróleo de a partir de xisto betuminoso.

 

Outro sector em destaque hoje pela positiva foi o financeiro, com a maioria dos títulos da banca a beneficiar da expectativa da reforma fiscal prometida por Trump.

 

Do lado das perdas, destaque para o Twitter, que caiu 12% depois de reportar receitas do quarto trimestre que ficaram abaixo do esperado.

 

Numa altura em que mais de metade das empresas listadas no S&P 500 já apresentou as suas contas, o saldo é positivo: cerca de 75% superaram as estimativas para os lucros e perto de 50% registaram vendas acima do esperado, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg.




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