Bolsa Wall Street em queda ligeira com os investidores de olhos postos nas taxas de juro

Wall Street em queda ligeira com os investidores de olhos postos nas taxas de juro

Os principais índices bolsistas norte-americanos arrancaram a semana em queda ligeira numa altura em que os investidores tentam perceber qual vai ser a trajectória das taxas de juro.
Wall Street em queda ligeira com os investidores de olhos postos nas taxas de juro
Reuters
Ana Laranjeiro 06 de fevereiro de 2017 às 14:39

As bolsas norte-americanas começaram a semana registando uma queda ligeira. O Dow Jones cede 0,20% para 20.031,05 pontos, o Nasdaq desliza 0,18% para 5.656,363 pontos e o S&P500 recua 0,20% para 2.292,90 pontos.

Este comportamento das bolsas norte-americanas tem lugar numa altura em que os investidores estão de olhos postos da Reserva Federal dos Estados para tentarem encontrar pistas que indiquem o rumo das taxas de juro. Isto depois de na última reunião não terem sido dadas mais indicações. Janet Yellen, presidente da Fed, já tinha dito que este anos os juros dos EUA deverão subir por três vezes.

Na próxima quinta-feira, o presidente da Fed de Chicago vai estar presente num evento onde deverá discutir as condições económicas actuais e onde deverá abordar também a política monetária nos EUA. Também na quinta-feira, o presidente da Fed de St. Louis vai fazer um discurso. Os responsáveis poderão assim deixar indicações sobre futuras mexidas nos juros.


A Reuters sublinha, por sua vez, que a instabilidade política está a penalizar a evolução bolsista do outro lado do Atlântico. Um dos temas que tem estado envolto em polémica tem sido do decreto que proíbe a entrada de cidadãos de sete países maioritariamente muçulamos nos Estados Unidos.

Na última sexta-feira, um juiz norte-americano levantou temporariamente a proibição à entrada de migrantes de sete países maioritariamente muçulmanos, bem como a interdição a refugiados, que tinham visto a sua entrada condicionada também por decreto presidencial.

Entretanto, o decreto de Trump está a caminho do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que pode decidir se o Presidente tem a máxima autoridade em questões de imigração. A administração norte-americana pediu ao Tribunal de Recurso dos Estados Unidos, em São Francisco, para rejeitar a ordem judicial anunciada na sexta-feira. Porém, o Tribunal recusou decidir sem conhecer a posição das partes e pediu à administração Trump e aos estados de Washington e do Minesota, que contestaram legalmente a ordem presidencial, que apresentam o mais rapidamente possível os respectivos argumentos.

A decisão deve ser conhecida ainda esta segunda-feira.

A notícia mais recente sobre o tema indica que 97 empresas entregaram um depoimento legal em tribunal condenando o decreto. Entre as empresas que assinaram este depoimento encontram-se várias tecnológicas como a Apple, Facebook e Microsoft. Ás 14:47 as acções da empresa liderada por Tim Cook somavam 0,59% para 129,84 dólares, os títulos da Microsoft desciam 0,71% para 63,23 dólares e as do Facebook recuavam 0,26% para 130,64 dólares.


(Notícia actualizada pela última vez às 14:54)




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