Bolsa Wall Street entre ganhos e perdas após BCE prolongar compra de activos

Wall Street entre ganhos e perdas após BCE prolongar compra de activos

As principais praças dos Estados Unidos negoceiam a alternar entre ganhos e perdas depois de o BCE ter anunciado o prolongamento do programa de compra de activos até Setembro de 2017, embora agora com um menor volume de compras.
Wall Street entre ganhos e perdas após BCE prolongar compra de activos
Reuters
David Santiago 08 de Dezembro de 2016 às 14:56

O industrial Dow Jones iniciou a sessão desta quinta-feira, 8 de Dezembro, a ganhar 0,12% para 19.572,84 pontos, enquanto o Standard & Poor’s 500 abriu a sessão a ceder ténues 0,04% para 2.240,44 pontos, isto depois de ambos os índices terem registado novos máximos históricos na última sessão.

 

Já o Nasdaq Composite começou o dia com uma subida de 0,21% para 5.405,120 pontos, valor que representa um novo máximo de sempre para este índice tecnológico.

 

A influenciar as negociações em Wall Street está o anúncio feito pelo Banco Central Europeu (BCE). Mario Draghi, presidente da autoridade monetária, anunciou que o BCE vai prolongar por um período adicional de nove meses o programa mensal de compra de activos. Este programa terminava em Março, pelo que agora será estendido até Dezembro de 2017.

 

No entanto, Draghi revelou ainda que o volume de compras irá ser reduzido a partir de Abril, caindo dos actuais 80 mil milhões de euros de compras mensais para 60 mil milhões por mês. Sendo que Draghi acrescentou que se houver necessidade o BCE poderá não só voltar a prolongar o programa de "quantitative easing", como também voltar a incrementar o ritmo mensal de compras. 

A justificar a maior predominância de optimismo neste início de sessão nos Estados Unidos está ainda a redução do número de novos pedidos de subsídio de desemprego registado na semana passada.

 

Os dados hoje revelados pelo Departamento do Trabalho norte-americano mostram que o número de novos pedidos caiu em 10 mil para 258 mil na semana finda a 3 de Dezembro. Ainda assim a estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg apontava para uma redução ainda maior num total de 255 mil pedidos.

 

Entretanto nos Estados Unidos aguarda-se também com expectativa a decisão que será anunciada pela Reserva Federal do país no próximo dia 14 de Dezembro. Os investidores colocam em 100% as probabilidades de a instituição liderada por Janet Yellen anunciar um aumento dos juros, o que a acontecer será a segunda subida dos custos do dinheiro no espaço de um ano. 


(Notícia actualizada às 15:00)




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub