Bolsa Wall Street ganha ímpeto com subida dos juros pela Fed

Wall Street ganha ímpeto com subida dos juros pela Fed

Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram em alta, com o vigor a ser reforçado após o anúncio da decisão da Reserva Federal norte-americana relativamente à sua política monetária. Tal como se esperava, a Fed subiu os juros directores em 25 pontos base.
Wall Street ganha ímpeto com subida dos juros pela Fed
Reuters
Carla Pedro 15 de março de 2017 às 20:08

O Dow Jones fechou a somar 0,54% para 20.949,89 pontos. O índice industrial continua ainda longe do patamar de 21.000 pontos superado no primeiro dia de Março.

 

O Standard & Poor’s 500, por seu lado, avançou 0,84% para 2.385,21 pontos. Antes do anúncio da Fed, o S&P 500 seguia a valorizar 0,30%. O índice ficou agora mais perto do seu recorde estabelecido a 1 de Março, quando tocou nos 2.400,98 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite terminou com nota positiva, a ganhar 0,32%, para se estabelecer nos 5.856.81 pontos. Chegou, na negociação intradiária, e após a decisão da Fed, a negociar nos 5.911,20 pontos, ficando assim a apenas 59 décimas de igualar o máximo histórico marcado no dia 1 de Março, nos 5.911,79 pontos.

 

O anúncio de uma subida da taxa de juro directora era mais do que esperado. E assim foi. O Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) da Fed concluiu a reunião de dois dias de política monetária anunciando uma subida de 25 pontos dos juros directores, para um intervalo compreendido entre 0,75% e 1% - a terceira subida desde que a autoridade monetária iniciou o processo de normalização de política monetária.

 

Os membros da FOMC antecipam mais duas subidas dos juros este ano, indo assim ao encontro das expectativas do mercado, que apontam para três subidas dos juros este ano.

 

Apesar de a subida da taxa dos fundos federais já ser esperada e ter sido antecipada na negociação bolsista, houve margem para que os índices subissem ainda mais, uma vez que a Fed deu indicações de que não irá acelerar o seu calendário de aumento do preço do dinheiro.

 

Os sectores que mais sustentaram Wall Street esta quarta-feira foram os da energia – impulsionados pela retoma dos preços do crude nos principais mercados internacionais – e financeiro.

 

Os investidores estão já de olhos postos no dia de amanhã, que estará recheado de novidades nos Estados Unidos: entra em vigor o novo "travel ban" proposto pela Administração Trump, o presidente apresenta o primeiro esboço de orçamento para o ano de 2018 e será altura de entrar em vigor o novo "debt ceiling" (limite de endividamento do país) – uma vez que o actual tecto expira hoje, 15 de Março, e Donald Trump visa que seja reposto, desejavelmente com um aumento dos limites.

 

Mesmo que não haja acordo do Congresso quanto ao limite de endividamento, isso não terá efeito imediato, uma vez que o Departamento norte-americano do Tesouro consegue cumprir as suas obrigações até ao final do Verão, segundo a Bloomberg. E como? Transferindo fundos entre os vários departamentos e adiamento alguns pagamentos. Em 2011, recorde-se, o aumento do "debt ceiling" demorou, tendo sido criado um grande impasse que levou à paralisação de todos os serviços públicos do país - e que levou a que a Standard & Poor's cortasse, pela primeira vez, o rating soberano de triplo A dos Estados Unidos.

 

Amanhã o mercado estará igualmente atento ao encontro entre o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, e o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, em Berlim. Os dois responsáveis vão falar sobre economia e comércio, estando prevista para o final do dia uma conferência de imprensa conjunta.

 

Ainda na quinta-feira, esperam-se mais indicadores que ajudarão a medir o pulso à economia norte-americana: serão divulgados os números dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada, bem como os dados relativos ao arranque de novas construções em Fevereiro. 


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