Bolsa Wall Street marca novos recordes à espera de bons dados do emprego

Wall Street marca novos recordes à espera de bons dados do emprego

As bolsas norte-americanas fecharam em alta, com os principais índices a estabelecerem recordes de fecho. O Nasdaq e o S&P 500 chegaram mesmo a marcar novos máximos históricos.
Wall Street marca novos recordes à espera de bons dados do emprego
Reuters
Carla Pedro 01 de junho de 2017 às 21:38

O optimismo quanto ao bom andamento da economia dos Estados Unidos esteve esta quinta-feira a dar um forte impulso à negociação bolsista, com os mercados do outro lado do Atlântico a ignorarem em grande medida a saída do país do Acordo de Paris sobre o Clima.

 

O Dow Jones encerrou a somar 0,64% para 21.142,81 pontos, valor nunca antes atingido num fecho de sessão. O seu máximo de sempre está nos 21.169,11 pontos e foi atingido a 1 de Março.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 0,76% para 2.430,06 pontos, o que constituiu um novo recorde de fecho e, em simultâneo, um novo máximo de sempre.

 

O tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tendência, terminando a subir 0,78% para 6.246,82 pontos, naquele que foi o patamar mais alto de sempre num fecho de sessão. Na negociação intradiária chegou mesmo a marcar um máximo histórico, nos 4.574,25 pontos.

O sector com melhor desempenho esta quinta-feira foi o da banca, com os maiores ganhos de quase duas semanas, animado pela nova vaga de dados que apontam para que a economia norte-americana esteja de pé firme na via do crescimento sustentado.

Na sessão de quarta-feira, tinha sido a banca o o sector que mais pressionou a negociação do outro lado do Atlântico, depois de ter sido anunciada uma redução das receitas do JPMorgan Chase decorrentes da actividade de trading. O JPMorgan disse que as suas receitas de trading diminuíram 15%, até agora, no segundo trimestre, o que fez com que o sector financeiro negociasse maioritariamente em terreno negativo.

A ADP - empresa de serviços especializada em gestão de recursos humanos - divulgou esta quinta-feira o seu relatório de Maio, relativo à criação de emprego no sector privado nos EUA, tendo indicado que foram criados 253 mil novos postos de trabalho, um número que largamente superior à estimativa média dos economistas consultados pela Reuters – que apontava para 185 mil contratações.

 

Os investidores aguardam agora pelos dados totais do emprego nos EUA, que serão apresentados sexta-feira, principalmente no segmento dos salários, uma peça essencial para aferir se a Reserva Federal dos EUA irá, como esperado, subir novamente os juros em Junho. 

 

Espera-se que os patrões norte-americanos tenham contratado mais 180.000 pessoas em Maio, o que será consistente com um ritmo mensal de novos empregos que se tem observado desde o início de 2016.

 

Ainda nos Estados Unidos, serão também divulgados amanhã os números relativos à balança comercial de Abril.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Pinto 01.06.2017

Parece que f@der o planeta é bom para a economia...

pub