Bolsa Wall Street mista a digerir "uma semana cheia"

Wall Street mista a digerir "uma semana cheia"

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em terreno misto, com descidas e subidas pouco expressivas. Os investidores estão menos activos em vésperas de Natal e estão ainda a digerir a aprovação da reforma fiscal e o novo financiamento de curto prazo dos serviços federais.
Wall Street mista a digerir "uma semana cheia"
Reuters
Carla Pedro 22 de dezembro de 2017 às 14:43

O Dow Jones segue a resvalar 0,04% para 24.772,98 pontos e o Standard & Poor’s 500 avança 0,002% para 2.685,16 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite cede terreno, com uma descida de 0,17% para 6.953,26 pontos.

 

A sessão está "flat", numa altura em que se aproxima o Natal e em que os investidores digerem uma semana cheia de acontecimentos no Congresso norte-americano.

 

Depois de aprovada no Congresso a reforma fiscal no valor de 1,5 biliões de dólares que prevê grandes cortes de impostos, ontem foi dada "luz verde" a um financiamento provisório dos serviços federais – caso contrário, as agências governamentais paralisariam a partir de amanhã por falta de dinheiro.

 

Os investidores norte-americanos também têm estado a mostrar-se optimistas com os novos dados económicos do país, que reforçaram o panorama de crescimento económico.

 

O crescimento do PIB dos EUA do terceiro trimestre foi revisto em baixa, de 3,3% para 3,2%, mas, ainda assim, foi o ritmo de expansão mais rápido desde o primeiro trimestre de 2015, o que animou os mercados.

 

Hoje foi divulgado que os gastos dos consumidores norte-americanos aceleraram em Novembro e que as entregas de bens de capital chave aumentaram pelo 10.º mês consecutivo, o que veio trazer ainda mais optimismo.

 

Do lado das perdas, destaque para a Nike, que cede 4,59% para 61,80 dólares depois de ter projectado um crescimento ténue das receitas no actual trimestre devido às dificuldades em recuperar quota de mercado na América do Norte.

 

Também a Celgene cede terreno, a cair 3,40% para 104,21 dólares, depois de um tratamento para o linfoma folicular ter falhado num teste clínico.

 

Nos ganhos, a Ignyta – especializada em medicamentos para o cancro – está a sobressair, seguindo a disparar 72,35% para 26,80 dólares, animada pelo anúncio da farmacêutica suíça Roche de que a irá comprar por 1,7 mil milhões de dólares.




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