Bolsa Wall Street no vermelho após Fed subir os juros

Wall Street no vermelho após Fed subir os juros

As principais praças norte-americanas arrancaram a sessão no vermelho após a Fed ter subido o intervalo da taxa dos fundos federais em 25 pontos base para entre 1% e 1,25%, o terceiro aumento desde Dezembro.
Wall Street no vermelho após Fed subir os juros
Ana Laranjeiro 15 de junho de 2017 às 14:47

As principais bolsas dos Estados Unidos arrancaram a sessão desta quinta-feira, 15 de Junho, em queda, naquela que é a primeira sessão após a subida dos juros por parte da Reserva Federal dos EUA. O Dow Jones cede 0,43% para 21.293,58 pontos, o Nasdaq desliza 1,06% para 6.128,957 pontos e o S&P500 recua 0,59% para 2.424,51 pontos.

As empresas do sector tecnológico continuam em destaque. A Alphabet (dona da Google) arrancou o dia a perder 1,52% para 953,19 dólares, a Apple desce 0,94% para 143,80 dólares, a Microsoft recua 1,41% para 69,28 dólares e a Yahoo desvaloriza 1,08% para 52,06 dólares.

Esta quarta-feira, 14 de Junho, a autoridade monetária liderada por Janet Yellen anunciou uma subida de 25 pontos base da taxa dos fundos para entre 1% e 1,25%, algo já antecipado pelo mercado. Na reunião dos últimos dois dias os membros do FOMC actualizaram as projecções para a economia americana e para a evolução futura dos juros. E, a maioria dos participantes, mantém a perspectiva que até final do ano exista mais um aumento dos juros este ano. Para 2018 a projecção, que não é vinculativa, é de três subidas.

Apesar de a taxa de juro ser o principal instrumento de política monetária da Fed, o mercado já tinha dado esta subida como garantida. E os analistas apontavam o foco sobre as indicações que a Fed desse em relação ao fim da política de reinvestimento de activos e consequente redução do balanço do banco central. 

 

Myles Clouston, director senior da Nasdaq Advisory Services em Nova Iorque, disse à Reuters que "as acções têm estado em máximos" o que não é "surpreendente" que se verifique uma queda dos títulos. "Podemos ver o mercado a fazer uma pausa nas próximas sessões, mas não é necessariamente uma miséria e desolação", acrescentou.


Além da decisão da autoridade monetária, este arranque de sessão pode estar a ser marcado pelos dados relativos à produção das fábricas norte-americanas, que caiu inesperadamente no mês passado. A produção industrial recuou 0,4% em Maio, quando a estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg apontava para uma subida de 0,1%.

Outro dado económico anunciado antes da abertura das bolsas foi o dos pedidos de subsídio de desemprego.De acordo com o Market Watch, na semana de 4 a 10 de Junho foram feitos 237 mil pedidos de subsídio de desemprego, o que representa uma queda de oito mil pedidos face à semana anterior.

Os futuros do S&P 500 já antecipavam um arranque em queda, também depois de ter sido noticiado que Donald Trump estará a ser investigado por alegada obstrução à justiça na investigação sobre a influência da Rússia nas eleições norte-americanas.

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