Bolsa Wall Street perde ímpeto com defesa de dólar alto por Trump

Wall Street perde ímpeto com defesa de dólar alto por Trump

As bolsas do outro lado do Atlântico estiveram a negociar em alta, com o Dow Jones a atingir um máximo histórico, mas acabaram por perder fôlego depois de o presidente norte-americano ter vindo defender um dólar mais forte.
Wall Street perde ímpeto com defesa de dólar alto por Trump
Bloomberg
Carla Pedro 25 de janeiro de 2018 às 21:16

O Dow Jones encerrou a ganhar 0,54%, para se fixar nos 26.392,79 pontos, mas na negociação intradiária chegou a estabelecer um novo máximo de sempre, nos 26.458,25 pontos.

 

O Standard & Poor’s 500, por seu lado, avançou apenas 0,06% para 2.839,35 pontos, depois de ter chegado a valorizar 0,39% durante a sessão, ao passo que o tecnológico Nasdaq Composite recuou 0,05% para 7.411,16 pontos.

 

O S&P 500 e o Nasdaq chegaram a estar a negociar em terreno positivo, mas as declarações de Donald Trump em Davos arrefeceram o optimismo.

 

O presidente dos EUA mostrou-se a favor de um dólar mais forte, o que em bolsa penalizou as empresas com um maior perfil exportador.

 

A nota verde tem estado a perder bastante terreno face às principais congéneres, mas depois das palavras de Trump em Davos, no Fórum Económico Mundial, inverteu e começou a valorizar contra divisas como o euro, libra e iene.

 

Na sessão de ontem, o dólar registou a maior queda em sete meses, depois de o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, ter dito que acolhia bem uma moeda mais fraca – o que beneficia as grandes multinacionais do país.

 

Hoje, com as palavras de Trump, o dólar retemperou energias, mas levou a que os principais índices de Wall Street cedessem os ganhos do dia.

 

Nos destaques entre as cotadas, a Biogen sobressaiu do lado dos ganhos, a subir em torno de 2%, depois de a farmacêutica ter reportado receitas do quarto trimestre acima do consenso de mercado, muito à conta do aumento das vendas do seu medicamento Spinraza.

 

Também a Caterpillar se evidenciou pela positiva, no rescaldo dos seus resultados trimestrais – em que reportou lucros e receitas acima do esperado.

 

Os investidores continuam à espera de resultados agregados robustos por parte das empresas norte-americanas. Segundo os dados da Thomson Reuters, o consenso dos analistas projecta um aumento de 12,7% dos lucros no quarto trimestre.

 

Das 118 empresas do S&P 500 que já reportaram as suas contas, 78,8% superaram as estimativas – muito acima dos 72% que têm batido, em média, as projecções dos lucros nos últimos quatro trimestres.

 

Amanhã será a vez de a Colgate-Palmolive, Honeywell e Lockheed Martin apresentarem os seus resultados.




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