Bolsa Wall Street pouco alterada com petróleo a recuperar

Wall Street pouco alterada com petróleo a recuperar

As principais bolsas norte-americanas arrancaram a sessão pouco alteradas, numa altura em que os preços do petróleo estão a recuperar nos mercados internacionais das quedas recentes, provocadas pelos receios dos investidores quanto ao excesso de oferta da matéria-prima.
Wall Street pouco alterada com petróleo a recuperar
reuters
Ana Laranjeiro 22 de junho de 2017 às 14:43

As principais praças norte-americanas arrancaram a sessão desta quinta-feira pouco alteradas, numa altura em que os preços do petróleo estão a recuperar das quedas recentes, induzidas pelos receios dos investidores quanto ao excedente de oferta da matéria-prima.

O Dow Jones sobe 0,01% para 21.412,74 pontos, o Nasdaq ganha 0,08% para 6.239,246 pontos e o S&P500 cede 0,01 % para 2.435 pontos.


Depois de ter negociado em mercado urso, a cotação do "ouro negro" está assim a recuperar, estando o West Texas Intermediate a subir 0,61% para 42,79 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, ganha 0,98% para 45,26 dólares por barril.


Apesar desta subida da matéria-prima, a petrolífera norte-americana Exxon Mobil arrancou a sessão em queda, recuando 1,06% para 81,44 dólares.

Entre as cotadas do sector tecnológico não se verifica uma tendência definida. A Apple cede 0,07% para 145,77 dólares, a Microsoft ganha 0,04% para 70,30 dólares e a Alphabet, dona da Google, desliza 0,23% para 976,37 dólares.

Aaron Clark, da GW&K Investment Management, citado pela Reuters, aponta que "o petróleo parece estar a tentar chegar a um equilibro mas estou preocupado [com a possibilidade] de continuar a descer". "Penso que estamos numa situação em que a OPEP está a ceder quota de mercado e já não consegue controlar os preços" do petróleo, acrescentou.

Com a queda da matéria-prima, os investidores temem que isso tenha efeitos na inflação. Nos EUA, os preços no consumidor estão abaixo do valor estabelecido pela Reserva Federal, que é 2%. Aaron Clark mostra-se "preocupado com a deflação". "Sei que [a Fed] quer uma normalização, mas acho que é difícil haver mais uma subida [das taxas de juro] e três no próximo ano dado o nível da curva dos juros", acrescentou.



(Notícia actualizada às 14:54)




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comentários mais recentes
GLINTT 22.06.2017

A GLINTT corrigiu 15% nos últimos tempos, motivado por mãos fracas e impacientes, mas não por "VENDAS A DESCOBERTO", tem poucas acções no mercado para essas jogadas, portanto vão uns e vem outros com dinheiro.

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