Bolsa Wall Street recua com queda do sector financeiro depois de comentários de Trump

Wall Street recua com queda do sector financeiro depois de comentários de Trump

As principais bolsas dos Estados Unidos encerraram a ceder terreno, penalizadas sobretudo pela desvalorização dos títulos do sector financeiro, que ofuscou o bom desempenho das retalhistas. A ditar esta tendência na banca e retalho estiveram declarações do presidente eleito, Donald Trump.
Wall Street recua com queda do sector financeiro depois de comentários de Trump
Reuters
Carla Pedro 17 de janeiro de 2017 às 21:29

O índice industrial Dow Jones fechou a ceder 0,30% para 19.826,77 pontos, afastando-se assim do mítico patamar dos 20.000 pontos, que está a tentar superar desde há cerca de um mês.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite recuou esta terça-feira, terminando a perder 0,63% para se fixar nos 5.538,72 pontos.

 

Por seu turno, o Standard & Poor’s 500 depreciou-se 0,30%, para 2.267,89 pontos.

 

Donald Trump, que na sexta-feira, 20 de Janeiro, será empossado como novo presidente dos EUA, levou o grupo das retalhistas a marcarem hoje o maior ganho deste ano, depois de Trump ter revelado alguma hesitação num imposto de ajustamento fronteiriço – visto como penalizador para o retalho norte-americano.

 

Em contrapartida, os títulos financeiros perderam terreno, a registarem a maior queda agregada dos últimos sete meses. Isto porque, em entrevista ao The Wall Street Journal, Trump disse que o ajustamento fronteiriço – que implicaria impostos sobre as importações e isenção tributária nas exportações – é "demasiado complicado".

 

Apesar de estas declarações animarem as retalhistas, colocaram em questão se Trump seguirá em frente com a redução de impostos que muitos analistas consideram cruciais para a solidez dos títulos financeiros em 2017, sublinha a Bloomberg.

 

A maré vermelha que atingiu o sector financeiro acabou assim por influenciar mais o sentimento dos investidores do que o bom comportamento do retalho, se bem que as quedas dos índices do outro lado do Atlântico não tenham sido expressivas.




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