Bolsa Wall Street recupera metade das perdas de segunda-feira negra em sessão de forte volatilidade  

Wall Street recupera metade das perdas de segunda-feira negra em sessão de forte volatilidade  

Na ressaca da maior queda diária em seis anos, as acções em Wall Street recuperaram devido a um “rally” na parte final duma sessão marcada pela forte volatilidade. O S&P500 registou mesmo a melhor sessão desde 2016.
Nuno Carregueiro 06 de fevereiro de 2018 às 21:08

O início da sessão em Wall Street apontava para mais uma sessão de quedas fortes na bolsa norte-americana. Os índices arrancaram a perder cerca de 2%, depois de na segunda-feira terem sofrido as quedas mais acentuadas desde Agosto de 2011.

 

Tal como os analistas tinham antecipado, a volatilidade tomou conta da sessão e os índices foram oscilando entre ganhos e perdas, com movimentos bruscos e repentinos. Foi o que marcou o final da sessão, com o "mini-rally" que permitiu anular cerca de metade das desvalorizações da véspera. Depois da queda histórica da véspera, na sessão de hoje os índices conseguiram a maior subida em 15 meses.

 

O Dow Jones terminou a sessão a subir 2,34% para 24.914,49 pontos. Na véspera tinha perdido 4,1%, num total de mais de 1.100 pontos. Foi a queda em pontos mais elevada de sempre numa só sessão, que colocou na ordem do dia se esta era apenas uma correcção saudável e desejada, ou o início de um "bear market". Hoje o índice avançou 568,74 pontos, o que representa o maior avanço em dois anos.

 

O comportamento no final da sessão de hoje parece validar a primeira tese, mas os analistas alertam que a volatilidade veio para ficar e as próximas sessões deverão continuar a ser marcadas por movimentos bruscos nos índices.

 

Ao longo da sessão desta terça-feira o Dow Jones oscilou entre uma queda de 2,33% e uma subida de 2,47%, num intervalo de mais de mil pontos.


 

Os restantes índices seguiram o mesmo caminho, com o Nasdaq a ganhar 2,13% para 7.115,88 pontos e o S&P500 (+1,74%) a registar mesmo a melhor sessão desde Novembro de 2016 (ontem tinha sofrido a queda mais violenta desde Agosto de 2011).

 

"Não ficaria surpreendido se assistirmos a volatilidade intra-diária ao longo das próximas duas a três semanas. Dito isto, não é altura para pânicos", afirmou à Reuters JJ Kinahan, analista da TD Ameritrade.

 

"Penso que o mercado vai recuperar. Provavelmente vamos passar por isso sem pânico .. Ironicamente, apesar de estar pessimista, não estou assim tão pessimista", comentou à CNBC o investidor Carl Icahn.

As empresas do sector tecnológico e produtos de consumo lideraram a recuperação em Wall Street, enquanto os títulos mais defensivos registaram os piores desempenhos. Um sinal que os investidores estão de novo à procura de títulos de maior risco e apostaram hoje nas acções mais castigadas na segunda-feira negra.

A HomeDepot valorizou 4,33%, a Apple disparou 4,18% e Microsoft ganhou 3,78%. Do lado das quedas destacou-se a Exxon (-1,72%).

O "rally" de final de sessão aconteceu já depois do fecho das bolsas europeias, que só esta quarta-feira deverão beneficiar com o sentimento de alívio que se viveu hoje em Wall Street. Está assim caminho aberto para os índices accionistas europeus colocarem ponto final no ciclo de sete sessões seguidas a perder valor.  

(notícia actualizada às 21:28 com mais informação)




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mais votado Anónimo 07.02.2018

A queda histórica foi o grito de guerra, um histérico grito, do sindicalismo e do neoludismo. O rebound ou recuperação, também histórico mas não histérico, foi a vitória da tecnologia cada vez mais económica e eficiente que poupa grandemente no obsoleto e oneroso factor trabalho defendido pelos primeiros e que não só não cria qualquer valor como se limita a extraí-lo continuadamente dos Estados, das economias e das sociedades por todo o mundo. Nuns lugares mais do que noutros, é certo. E os tugas que cresçam e dêem ouvidos a Bruxelas, à OCDE e ao FMI, flexibilizam e liberalizem mais os mercados... antes que mais uma vez seja tarde demais.

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Anónimo 07.02.2018

A queda histórica foi o grito de guerra, um histérico grito, do sindicalismo e do neoludismo. O rebound ou recuperação, também histórico mas não histérico, foi a vitória da tecnologia cada vez mais económica e eficiente que poupa grandemente no obsoleto e oneroso factor trabalho defendido pelos primeiros e que não só não cria qualquer valor como se limita a extraí-lo continuadamente dos Estados, das economias e das sociedades por todo o mundo. Nuns lugares mais do que noutros, é certo. E os tugas que cresçam e dêem ouvidos a Bruxelas, à OCDE e ao FMI, flexibilizam e liberalizem mais os mercados... antes que mais uma vez seja tarde demais.

Anónimo 06.02.2018

Convém dar uma vista de olhos nisto. . . https://kimblechartingsolutions.com/2018/02/dow-momentum-highest-since-1929-1987-2000/

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