Bolsa Wall Street recupera timidamente o fôlego

Wall Street recupera timidamente o fôlego

As bolsas norte-americanas abriram em ligeira alta, numa altura em que a prudência dos investidores continua a estar em máximos devido ao escalar de tensões entre os EUA e a Coreia do Norte.
Wall Street recupera timidamente o fôlego
Bloomberg
Carla Pedro 11 de agosto de 2017 às 14:44

O Dow Jones segue a somar 0,23% para 21.894,24 pontos, depois de ontem ter regressado a níveis abaixo da fasquia dos 22.000 pontos – que tinha sido atingida e superada pela primeira vez no passado dia 2 de Agosto.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 segue a valorizar 0,08% para 2.440,13 pontos e o índice tecnológico Nasdaq Composite avança 0,28% para se fixar nos 6.234,58 pontos.

 

O intensificar de tensões políticas entre Washington e Pyongyang tem estado a pressionar os mercados accionistas de todo o mundo e ontem em Wall Street os principais índices registaram as perdas mais acentuadas desde Maio. Com efeito, o movimento de vendas nos EUA suspendeu uma série de 15 sessões sem que os índices de Wall Street subissem ou descessem mais de 0,3%.

 

Esta sexta-feira as bolsas do outro lado do Atlântico abriram a corrigir dessas perdas, mas muito marginalmente.

 

O índice de volatilidade CBOE disparou hoje para o nível mais alto dos últimos cinco meses numa altura em que as advertências entre EUA e Coreia do Norte apontam no sentido de um confronto militar.

 

Em termos mundiais, as bolsas já perderam um bilião de dólares nas últimas quatro sessões.

 

A gestora de activos Pimco disse aos investidores que devem parar de investir em acções norte-americanas e obrigações na categoria de "lixo", devendo virar-se para activos como dívida indexada à inflação, ouro e matérias-primas em geral.

 

Também Ray Dalio, que lidera o maior fundo de cobertura de risco mundial, Bridgewater Associates, recomenda aos investidores que apliquem entre 5% e 10% dos seus activos no ouro.

 

Na terça-feira ao final do dia, recorde-se, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que quaisquer novas ameaças de Pyongyang seriam recebidas com "fúria e fogo".

 

Os comentários de Trump seguiram-se a um relato divulgado no The Washington Post, citando um estudo da Agência de Informações do Departamento da Defesa, de que Pyongyang desenvolveu com êxito ogivas nucleares miniaturizadas a fim de as inserir em mísseis intercontinentais.

 

Entretanto, na quarta-feira o contexto de tensão foi-se intensificando, com ambas as partes a subirem de tom nos seus avisos, tendo a Coreia do Norte ameaçado um ataque a Guam e os EUA retorquido dizendo que não acreditam numa ameaça iminente vinda de Pyongyang.

 

Na quinta-feira as advertências prosseguiram. Pyongyang avançou que dentro de dias a Coreia do Norte estará pronta para disparar quatro mísseis em direcção à ilha de Guam. Trump, em resposta, afirmou que as suas ameaças de "fogo e fúria" contra a Coreia do Norte "talvez não tenham sido suficientemente fortes".

 

Esta sexta-feira, os EUA sublinharam que as soluções militares estão "instaladas, carregadas e preparadas" caso a Coreia do Norte aja de forma imprudente.




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