Bolsa Wall Street regista maior queda das últimas quatro semanas

Wall Street regista maior queda das últimas quatro semanas

As bolsas norte-americanas estiveram a corrigir neste arranque de semana, depois de os principais índices terem atingido sucessivos máximos históricos na euforia pós-Trump devido às fortes apostas nos sectores que se pensa que mais beneficiarão com as políticas do próximo presidente dos EUA.
Wall Street regista maior queda das últimas quatro semanas
Reuters
Carla Pedro 28 de Novembro de 2016 às 21:45

Depois de terem estado encerradas na quinta-feira, para celebração do Dia de Acção de Graças, as bolsas do outro lado do Atlântico reabriram na sexta a meio-gás – era a jornada Black Friday, que marca o início das vendas da época natalícia.

 

Hoje, voltaram então a negociar dentro de todo o horário regular, naquela que é a sessão conhecida como Cyber Monday por marcar o dia mais forte do ano em matéria de compras online nos EUA. E os ânimos parecem ter arrefecido um pouco, com os índices a corrigirem das fortes subidas das últimas sessões.

 

O índice industrial Dow Jones fechou a perder 0,28% para 19.097,90 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s 500 recuou 0,50% para se fixar nos 2.201,82 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite cedeu terreno, ao resvalar 0,56% para 5.368,81 pontos.

 

Os títulos financeiros, que lideraram as subidas nestas duas semanas e meia que se seguiram às eleições norte-americanas de 8 de Novembro, estiveram a corrigir esta segunda-feira e desvalorizaram, agregadamente, 1,4%.

 

Os investidores estão convictos de que as políticas da Administração Trump irão incentivar o crescimento económico, o que tem animado sectores que são percepcionados como os maiores beneficiários desse cenário, sustentando fortemente os títulos industriais, farmacêuticos, financeiros e das "commodities". Mas as subidas têm sido fortes e agora, enquanto esperam pela Fed, decidiram usar de maior cautela.

 

Os intervenientes dos mercados estão de atenções viradas para a Reserva Federal norte-americana para verem se irá aumentar os juros directores já na reunião de Dezembro – as probabilidades médias apontadas são de 100%, contra 68% no início de Novembro.

 

A Fed, recorde-se, iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.

 

A próxima reunião do banco central norte-americano realiza-se nos dias 13 e 14 de Dezembro.




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