Bolsa Wall Street salta para máximos antes da subida de juros  

Wall Street salta para máximos antes da subida de juros  

A Fed deverá anunciar esta quarta-feira uma nova subida nas taxas de juro. O sector financeiro beneficiou com a perspectiva e o sector tecnológico esteve a recuperar das quedas dos últimos dias.
Wall Street salta para máximos antes da subida de juros  
Reuters
Nuno Carregueiro 13 de junho de 2017 às 21:20

Depois de dois dias de fortes quedas nas tecnológicas, os investidores focaram agora atenções na reunião da Reserva Federal, o que foi suficiente para colocar Wall Street de novo na rota dos máximos históricos.

 

O Dow Jones fechou a subir 0,44% para 21.328,47 pontos, tendo fixado um novo máximo histórico durante a sesão. O S&P avançou 0,5% para 2.440 pontos, o valor de fecho mais elevado de sempre.

 

Já o Nasdaq Composite conseguiu a valorização mais acentuada, com uma subida de 0,73% para 6.220,37 pontos. O índice tecnológico esteve a recuperar das quedas fortes que registou nas últimas duas sessões, que foram as mais fortes do ano.

 

A recuperação do sector tecnológico foi determinante para a evolução em alta dos índices. As quedas nas últimas sessões surgiram depois de o Goldman Sachs ter emitido uma nota onde alertou os investidores para a baixa volatilidade em títulos como os do Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Alphabet [dona da Google], que poderá estar a "cegar" os investidores perante riscos como os movimentos cíclicos e a regulação.   

 

A dona da rede social mais utilizada do mundo avançou 1,51%, a Alphabet valorizou 0,9% ea Apple ganhou 0,8%

 

O foco dos investidores virou-se agora para a reunião da Fed, que deverá terminar amanhã com o anúncio de um aumento dos juros de 25 pontos base para entre 1% e 1,25%. A decisão só será conhecida depois do fecho das bolsas europeias na quarta-feira.

 

O sector financeiro é dos que mais beneficia com a política monetária de subida das taxas de juro, pelo que esteve também a sustentar os ganhos dos índices, ainda que com ganhos modestos. O JPMorgan valorizou 0,36% e o Goldman Sachs subiu 0,91%.

 

Até o sector petrolífero impulsionou os índices, com as cotadas do sector a acompanharem a recuperação dos preços da matéria-prima. A Exxon avançou 0,1%.

 

O WTI em Nova Iorque avançou 0,76% para 46,43 dólares e o Brent em Londres ganhou 0,83% para 48,69 dólares. Os preços estiveram a negociar em terreno negativo durante grande parte da sessão,  depois de ter sido divulgado o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) sobre a produção dos seus membros em Maio. A produção cresceu em 336.100 barris por dia, impulsionada pela Líbia e Nigéria, dois membros excluídos do acordo do cartel para reduzir a oferta, que entrou em vigor em Janeiro. Esta evolução elevou os receios dos investidores em torno do excesso de oferta de matéria-prima no mercado.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
GLINTT 13.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 100% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 25%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

pub