Bolsa Wall Street sem rumo depois dos recordes

Wall Street sem rumo depois dos recordes

Os índices norte-americanos negoceiam sem sinal definido na abertura da sessão desta terça-feira, depois de ontem terem renovado recordes máximos na sequência do movimento de fusões e aquisições nas tecnológicas.
Wall Street sem rumo depois dos recordes
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 07 de novembro de 2017 às 14:34
As negociações nos principais índices bolsistas norte-americanos arrancaram esta terça-feira, 7 de Novembro, sem tendência comum, com os investidores atentos a notícias de fusões e aquisições no sector tecnológico, a resultados empresariais e à evolução dos preços do petróleo em dia de relatório da OPEP.

O S&P 500 abriu a valorizar 0,06% para 2.592,61 pontos, o Nasdaq - cujo sino de abertura tocou a partir de Lisboa, na edição do Web Summit - cede 0,01% para 6.785,49 pontos e o industrial Dow Jones avança 0,1% para 23.571,39 pontos.

A abertura sem tendência coincide com novas notícias de aproximações entre empresas, desta feita no sector dos média, com conversações reconhecidas entre a Disney e a 21st Century Fox para a compra da maior parte dos activos da empresa de Murdoch. A Walt Disney soma 0,54% para 101,18 dólares e a 21st Century Fox dispara 3,01% para 27,42 dólares.

Já ontem informações sobre fusões e aquisições - no caso específico do sector tecnológico, com a Broadcom a oferecer 130 mil milhões pela Qualcomm - tinham impulsionado as negociações, contribuindo para novos recordes no índice de referência daquela área, o Nasdaq.

Também o S&P 500 e o Dow Jones renovaram máximos históricos, igualmente sustentados num maior optimismo dos investidores em relação à aprovação da prometida reforma fiscal de Donald Trump, em que um dos eixos principais passa por reduzir de 35% para 20% a taxa de IRC.

Outro factor a contribuir para os ganhos é a época de resultados. Segundo a Reuters, mais de 400 dos 500 integrantes do índice S&P já apresentaram resultados trimestrais, sendo de esperar que, no geral, os lucros das cotadas tenham subido 8%, acima dos 5,9% previstos em Outubro.

"Embora o mercado esteja pronto para mais ganhos, o fim da época de resultados deverá abrandar as subidas, à medida que a batalha pela reforma fiscal se desenrola em segundo plano," afirmou àquela agência noticiosa Peter Cardillo, do First Standard Financial.

A abertura sem sinal definido em Nova Iorque ocorre numa altura em que a maior parte dos índices europeus negoceia em queda - excepção feita a Lisboa e a Milão -, após máximos de mais de duas décadas no japonês Nikkei 225.

Os investidores estão ainda de olhos postos no mercado petrolífero, depois de ontem o barril de ouro negro ter tocado máximos de 2015 perante a situação de incerteza política na Arábia Saudita, com os analistas a crerem que a operação anti-corrupção lançada no fim de semana confirma o compromisso do príncipe saudita com o prolongamento dos cortes de produção.

Os preços do barril voltaram entretanto a quedas, ainda antes de ser conhecido o relatório do cartel da OPEP que antecipa que a procura de petróleo continue a crescer até 2040, apesar de um abrandamento na procura de longo prazo, com os combustíveis fósseis a manterem-se, de qualquer forma, como a principal fonte de energia durante décadas. 

(Notícia actualizada às 15:00 com mais informação)



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar