Bolsa Wall Street sem tendência definida com especulação em torno de Trump

Wall Street sem tendência definida com especulação em torno de Trump

Com um crescimento de 0,8% em Outubro, as vendas no retalho registaram o melhor período de dois meses desde Março e Abril de 2014. Ainda assim os investidores continuam a avaliar as políticas que poderão ser adoptadas por Donald Trump.
Wall Street sem tendência definida com especulação em torno de Trump
David Santiago 15 de Novembro de 2016 às 14:42

O índice industrial Dow Jones iniciou a sessão desta terça-feira, 15 de Novembro, a recuar 0,14% para 18.841,33 pontos, isto depois de na última sessão ter voltado a atingir um novo máximo histórico e após ter também registado um novo recorde de fecho. 

Já o tecnológico Nasdaq Composite começou o dia a somar 0,45% para 5.241,879 pontos, seguido pelo Standard & Poor’s 500 que abriu a sessão a ganhar 0,2% para 2.169,29 pontos, depois de na semana passada ter registado o maior ganho semanal em dois anos.

 

A marcar o início de sessão em Wall Street está o relatório divulgado esta manhã pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os dados hoje divulgados mostram que em Outubro as vendas no sector do retalho aumentaram 0,8%, valor que compara com os 0,6% previstos pelos analistas.

Depois da subida de 1% verificada em Setembro, trata-se da melhor evolução bimensal das vendas no retalho desde os meses de Março e Abril de 2014. Estes dados confirmam que o mercado interno continua a suportar a recuperação da maior economia mundial. No entanto os investidores norte-americanos continuam também atentos às indicações que vão sendo dadas sobre as políticas económicas que o presidente eleito dos Estados Unidos irá adoptar quando chegar à Casa Branca.


Na semana passada registaram-se ganhos acentuados em Wall Street, com o Dow Jones a renovar por mais do que uma vez máximos históricos. A apoiar o optimismo então verificado esteve a expectativa de que Trump seguirá políticas favoráveis à desregulação dos mercados e apostará na construção de novas infra-estruturas para dinamizar o emprego e a economia interna. Já a nomeação de Reince Priebus, presidente do Comité Nacional Republicano, para seu chefe de gabinete indiciou que Trump pretende manter uma relação estreita com os republicanos no Congresso.

 

Por outro lado permanece vivo o debate em torno do momento que a Reserva Federal irá escolher para determinar um novo aumento dos juros. Em declarações feitas esta terça-feira e reproduzidas pela agência Bloomberg, o presidente da Fed de Boston, Eric Rosengren, assumiu que a hipótese de uma subida dos custos do dinheiro já em Dezembro "parece plausível".

Nesta altura as probabilidade de que seja decretado um aumento no próximo mês situam-se nos 92%, que compara com os 80%  verificados na semana passada. 

Numa altura em que se aproxima do final o período de apresentação de resultados os analistas consultados pela Bloomberg antecipam que os lucros das cotadas tenham aumentado 2,7% no terceiro trimestre deste ano. Depois de ter apresentado resultados que superaram as estimativas dos analistas, a Home Depot iniciou a sessão desta terça-feira a perder 0,95% para 126,46 dólares.


Já as petrolíferas Exxon e Chevron abriram a sessão a valorizar 0,80% e 1,16% para 85,96 dólares e 107,83 dólares, respectivamente, acompanhando a forte subida do preço do petróleo nos mercados internacionais numa altura em que o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, está a subir 3,19% para 44,70 dólares por barril. 

(Notícia actualizada às 14:50 com mais informações)




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub