Bolsa Wall Street sob pressão à conta da Apple

Wall Street sob pressão à conta da Apple

Os principais índices bolsistas norte-americanos negociaram em ligeira baixa esta terça-feira, pressionados pela queda das acções da Apple e seus fornecedores devido à perspectiva de uma fraca procura do iPhone X. As retalhistas e energéticas ganharam terreno, mas não foi suficiente para deixar Wall Street no verde.
Wall Street sob pressão à conta da Apple
Reuters
Carla Pedro 26 de dezembro de 2017 às 21:14

O Dow Jones Industrial Average (DJIA) fechou a recuar 0,03% para se fixar nos 24.746,21 pontos.

 

No passado dia 18 de Dezembro, o DJIA ganhava 5.000 pontos no acumulado de 2017, uma valorização nunca antes atingida num só ano. Nessa sessão, terminou a valer 24.792,20 pontos, um ganho de 5.020 pontos desde o início de Janeiro.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 encerrou hoje a ceder 0,11% para 2.680,50 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite registou uma depreciação de 0,34% para 6.936,25 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico estiveram a ser sobretudo penalizadas pela Apple e pelas acções dos fornecedores da empresa da maçã, depois de o Taiwan's Economic Daily, citando fontes não identificadas, ter referido que a tecnológica liderada por Tim Cook irá rever em baixas de cerca de 40% as suas projecções para as vendas do iPhone X no primeiro trimestre de 2018, para 30 milhões de unidades.

 

A Apple encerrou a cair 2,54% para 170,57 dólares por acção, naquela que foi a sua pior sessão desde Agosto.

 

Do lado dos ganhos, destaque para as retalhistas, com as empresas ligadas a lojas departamentais nos EUA a ganharem terreno depois de a Mastercard Inc. ter dito que os consumidores norte-americanos gastaram mais de 800 mil milhões de dólares nas compras da época natalícia, mais do que alguma vez visto.

 

Este incremento nas compras deveu-se essencialmente ao aumento da confiança dos consumidores, ao aumento do emprego e ao facto de os descontos nas lojas terem começado mais cedo.

 

Também o sector da energia esteve em alta, impulsionado pela subida superior a 2% das cotações do crude de referência dos EUA – o West Texas Intermediate – na bolsa de Nova Iorque, para um máximo de Junho de 2015, devido a uma explosão num oleoduto na Líbia.




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