Bolsa Wall Street sobe à boleia das tecnológicas e energéticas

Wall Street sobe à boleia das tecnológicas e energéticas

As bolsas dos EUA fecharam em alta, a beneficiar da recuperação das tecnológicas e das petrolíferas.
Wall Street sobe à boleia das tecnológicas e energéticas
Reuters
Sara Antunes 23 de junho de 2017 às 21:25

O Nasdaq apreciou 0,46% para 6.265,25 pontos e o S&P500 ganhou 0,16% para 2.438,30 pontos, a recuperarem das perdas recentes. Já o Dow Jones terminou o dia a recuar 0,01% para 21.394,90 pontos, contrariando a recuperação dos outros índices. 

As tecnológicas contribuíram para os ganhos, continuando a recuperar das perdas recentes. A Apple cresceu cerca de 0,5% para 146,28 dólares e a Amazon apreciou para 1.003,74 dólares. Já a Microsoft subiu mais de 1% terminando o dia nos 71,21 dólares.

Nota negativa para a Blackberry, que afundou mais de 12% (a maior queda em dois anos), depois de ter reportado receitas com a venda de software inferiores ao que estava a ser previsto. A empresa anunciou receitas de 244 milhões de dólares no primeiro trimestre fiscal, quando os analistas consultados pela Bloomberg apontavam para uma média de 265,4 milhões de dólares. Nem as previsões do presidente executivo da empresa, de que a Blackberry vai atingir receitas de mil milhões de dólares no espaço de três anos, animou a negociação. 

 

A marcar a sessão esteve ainda o rescaldo dos resultados dos testes de stress feitos à banca americana, com os investidores a reagirem aos dados conhecidos na quinta-feira ao final do dia. Os 34 bancos analisados passaram todos nos testes de stress que passaram a ser feitos depois da crise financeira que assolou o sector, em 2008. Apesar da nota positiva a banca registou variações muito ligeiras e com algumas cotadas a registarem mesmo quedas, como foi o caso do Bank of America e do JPMorgan que registaram quedas inferiores a 0,5% para 22,82 dólares e 86,86 dólares, respectivamente.

 

Os últimos dias foram ainda marcados pela descida acentuada dos preços do petróleo, que entrou em mercado urso’, com uma queda de 20% desde o máximo de Janeiro, o que tem afectado o sector petrolífero. Os analistas receiam que se os preços desta matéria-prima continuarem a cair, as empresas deste sector terão de fazer cortes de custos para fazer face a receitas mais baixas. Contextos que têm deixado os investidores reticentes em relação às empresas mais expostas ao petróleo.

Esta sexta-feira foi dia de recuperação, com a Exxon Mobil e a Chevron a subirem mais de 0,5% para 81,61 dólares e 105,0 dólares, respectivamente. 

 




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comentários mais recentes
GLINTT 24.06.2017

A GLINTT corrigiu 19% nos últimos tempos, motivado por mãos fracas e impacientes, mas não por "VENDAS A DESCOBERTO", tem poucas acções no mercado para isso, é bom, não há pressão vendedora fictícia (CASINO), portanto vão uns e vem outros com dinheiro.

GLINTT 24.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 120% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 23%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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