Bolsa Wall Street vai ao topo mas fecha entre tendências

Wall Street vai ao topo mas fecha entre tendências

As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam a revelar uma tendência mista, com a prudência a imperar num contexto de proteccionismo comercial dos EUA. No entanto, durante o dia, os principais índices chegaram todos a novos máximos históricos.
Wall Street vai ao topo mas fecha entre tendências
Reuters

O Dow Jones encerrou a ganhar 0,29%, para se fixar nos 26.287,38 pontos, mas na negociação intradiária chegou a estabelecer um novo máximo de sempre, nos 26.392, 80 pontos.

 

O Standard & Poor’s 500, por seu lado, cedeu 0,05% para 2.837,58 pontos. No entanto, durante a sessão, chegou a marcar um máximo histórico nos 2.852,97 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite encerrou no vermelho, a recuar 0,61% para 7.415,06 pontos – mas não sem antes atingir os 7.486,32 pontos durante o dia, um valor nunca antes visto.

 

Hoje em Davos, no Fórum Económico Mundial, o secretário norte-americano do Comércio Wilbur Ross, assegurou que a Administração Trump vai seguir políticas destinadas a proteger as empresas exportadoras.

 

As declarações de Wilbur Ross contribuíram para reforçar as perspectivas de uma espécie de guerra comercial promovida por Washington. "Guerra comerciais são travadas a cada dia. Portanto, há uma guerra comercial em curso há já algum tempo", atirou Ross.

 

Ross disse que as autoridades norte-americanas estão a investigar se há motivos para os EUA tomarem medidas relativamente a infracções, pela China, em matéria de propriedade intelectual.

 

Estas declarações foram o suficiente para travar o ímpeto altista em Wall Street, cujos maiores índices estavam a ganhar terreno devido a uma nova ronda de sólidos resultados trimestrais nos EUA e devido à desvalorização do dólar.

 

Enquanto os investidores aguardam por alguma acção mais concreta por parte dos EUA relativamente a estas questões comerciais, a prudência impera mas o optimismo não se dissipa.

 

Os receios em torno de um posicionamento proteccionista contribuíram para pressionar ainda mais o dólar. Isto depois de ontem o presidente Donald Trump ter anunciado que pretende impor tarifas de 30% sobre os painéis solares e de 50% sobre as máquinas de lavar importadas.

 

Entre os ganhos do dia, destaque para a banca, impulsionada por uma subida dos juros das obrigações do Tesouro. O JPMorgan e o Goldman Sachs somaram mais de 1%.




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