Bolsa Wall Street volta aos ganhos após garantias de consenso político

Wall Street volta aos ganhos após garantias de consenso político

Os ganhos da maioria dos índices de Wall Street, em dia de garantias de avanço de reforma fiscal, foram temperados pela intervenção da presidente da Fed em Jackson Hole que, tal como esperado pelos analistas, nada adiantaram em matéria de política monetária.
Wall Street volta aos ganhos após garantias de consenso político
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 25 de agosto de 2017 às 21:01

As acções norte-americanas recuperaram parte das perdas nas duas sessões anteriores, numa sexta-feira que ficou marcada por garantias internas de avanço na reforma fiscal e na resolução da expansão do tecto orçamental dos EUA e pelas palavras dos líderes dos bancos centrais.

De entre os três principais índices, o tecnológico Nasdaq foi o que apresentou maior fraqueza no fecho da sessão, a ceder ligeiros 0,09% para 6.265.64 pontos, enquanto o S&P 500 e o industrial Dow Jones apresentaram comportamentos semelhantes: subida de 0,15% para 21.815,11 pontos e de 0,17% para 2.443,14 pontos, respectivamente.

Os ganhos refrearam-se depois das declarações da presidente da Reserva Federal norte-americana hoje ao início da tarde em Jackson Hole. As palavras de Janet Yellen na reunião mundial de banqueiros centrais não deixaram – como esperado – pistas sobre possíveis alterações de política económica, mas chamaram a atenção para eventuais "riscos de optimismo excessivo" no mercado.

Horas mais tarde, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, alertou na mesma linha: "Com a política monetária global muito expansionista, os reguladores devem estar vigilantes quanto ao reatar de incentivos que conduziram à crise," afirmou no encontro do Wyoming.

"Mais do que usar o discurso hoje – como esperaríamos – para expor o seu pensamento sobre os planos para a Fed começar a reduzir o seu balanço ou discutir a inflação, Yellen desenhou uma linha no chão em termos de regulação, o que é actualmente um ponto incómodo entre ela e Trump," afirmou Phil Orlando, da Federated Investors, à Reuters.

Mas se não houve declarações ligadas a possíveis alterações da política monetária a marcar a sessão, já internamente o dia foi para garantias políticas, entre as quais a de avanço de uma reforma esperada pelos mercados nos EUA.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, assegurou que há consenso político para que o tecto da dívida seja elevado em Setembro, depois de incertezas nos últimos dias sobre a aprovação desta medida no Congresso que criaram especulação sobre um possível "default" dos EUA.

Só depois de garantida esta primeira fase se pode começar a falar da reforma fiscal prometida por Trump na campanha e que, asseverou Mnuchin, também deverá ser concluída ainda este ano, uma informação que já havia sido dada também pelo conselheiro económico de Donald Trump, Gary Cohn.

Nas bolsas nova-iorquinas as acções das petrolíferas estiveram entre as ganhadoras no final da sessão, numa altura em que o preço do petróleo avança tanto em Nova Iorque como em Londres, numa altura em que o furacão Harvey faz a aproximação à costa do Texas, sendo esperadas fortes chuvadas e inundações.

Condições que levaram várias petrolíferas a suspender a produção e refinação de petróleo em alguns pontos do território, elevando a pressão do lado dos preços. 




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