Bolsa Wall Street regista primeira semana de quedas depois de três a subir

Wall Street regista primeira semana de quedas depois de três a subir

As principais bolsas norte-americanas encerraram no vermelho, com os dados do mercado de trabalho a revelarem um crescimento estável nos EUA e a manterem a possibilidade de a Fed subir os juros de referência ainda este ano.
Wall Street regista primeira semana de quedas depois de três a subir
Reuters
Carla Pedro 07 de Outubro de 2016 às 21:49

O Standard & Poor’s 500 fechou esta sexta-feira a recuar 0,30% para 2.153,73 pontos, e o índice industrial Dow Jones cedeu 0,15% para se fixar nos 18.240,49 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,27% para 5.292,40 pontos.

 

As praças do outro lado do Atlântico estabeleceram assim a primeira queda semanal em quatro, com os títulos das empresas ligadas às matérias-primas a registarem o pior desempenho esta sexta-feira – com destaque, neste sector, para o facto de o ouro e a prata terem marcado a pior semana desde Novembro do ano passado.

 

Também o sector industrial esteve a pressionar Wall Street na última sessão da semana, arrastado pela forte queda da Honeywell International – que registou a descida mais acentuada desde 2011.

 

Também a Tyson Foods perdeu terreno, depois de um analista ter revisto em baixa o preço-alvo das suas acções devido a um processo em tribunal que envolve a empresa.

 

Os investidores têm estado bastante focalizados nos discursos de responsáveis da Reserva Federal para tentarem perceber se a economia está sólida o suficiente para aguentar um aumento das taxas de juro.

 

As contratações aumentaram em 156.000 em Setembro, nos EUA, mostrando que o mercado de trabalho está a entrar num rumo que sustentará a economia se a Fed decidir subir os juros. No entanto, o vice-presidente da Reserva Federal, Stanley Fischer, disse hoje em Washington que o crescimento económico do país é ainda débil, revelando assim alguma prudência.

 

A probabilidade de a Fed aumentar os juros directores em Dezembro está agora nos 65,9%, contra 53% na semana passada, segundo os dados compilados pela Bloomberg. Quanto à possibilidade de ser já em Novembro, apenas 17,1% dos operadores acredita que isso possa acontecer.

 

Além dos dados económicos, os investidores estão também à espera de saber como foram as contas do terceiro trimestre. Na próxima semana, dia 11 de Outubro, a Alcoa dará – como é hábito – o pontapé de saída da época de divulgação dos resultados.

 

Os analistas estimam uma descida de 1,5% dos lucros trimestrais das cotadas no S&P 500.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Os bolseiros portugueses dizem que este ano esta a ser s anteriores:os melhores meses para o prec costumam ser estes perto do natal.Nao devemos esquecer que portugal e 1 pais particular:Pais pobre com governo arrembatar pelas costuras(UNICO),de seguida preparam-se todos para o Natal.

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