Mercados O que esperar da carta anual de Warren Buffett aos accionistas

O que esperar da carta anual de Warren Buffett aos accionistas

O investidor Warren Buffett apresenta, há várias décadas, uma carta anual aos accionistas do seu conglomerado, a Berkshire Hathaway. Este sábado, ficará disponível no website da empresa.
Bloomberg TV Carla Pedro 26 de Fevereiro de 2016 às 01:06

No próximo sábado, 27 de Fevereiro, a carta de Warren Buffett aos accionistas do conglomerado que lidera, a Berkshire Hathaway, ficará disponível no website da empresa e, além de toda a sua sabedoria e estratégias de investimento, deverá incluir também, como de costume, referências a temas do quotidiano, como basebol, música "country" ou a Bíblia.

A Assembleia Geral de accionistas está agendada para o próximo dia 30 de Abril. Já a carta é sempre publicada no website no último sábado antes de entrar o mês de Março.

Buffett construiu a Berkshire Hathaway ao longo de várias décadas, a partir de uma fabricante têxtil que tinha entrado em processo de falência, transformando-a numa poderosa empresa com uma enorme diversificação das áreas de negócio, desde os seguros à energia, passando pelos bens de consumo e pelo fabrico de doçaria.

 

O multimilionário alcançou estes resultados através de uma filosofia de gestão que se focaliza na importância dos resultados financeiros trimestrais e que dá autonomia aos directores das mais de 80 subsidiárias da Berkshire.

 

Não é à toa que lhe chamam o "Oráculo de Omaha", localidade (no Nebraska) onde está sediada a empresa a que preside. Em dia de Assembleia Geral da Berkshire Hathaway, são milhares os accionistas que se reúnem para o ouvir.

 

O evento é conhecido como "Woodstock dos Capitalistas" e no ano passado – em Maio, coincidindo com os 50 anos de Buffett à frente da empresa – contou com mais de 44.000 participantes.

 

Na semana em que tem lugar a Assembleia Geral anual da Berkshire, as companhias de aviação norte-americanas costumam aumentar os preços dos bilhetes para Omaha, que chegam mesmo a quadruplicar. Chega a ser mais barato ir de Nova Iorque até cidades europeias, como Paris ou Londres, do que até Omaha.

 

Quem lá vai para ouvir ao vivo os seus ensinamentos, não sai de mãos a abanar. Literalmente. Além do know-how de Buffett, muitos chegam a Omaha ávidos por recordações do célebre investidor e da sua multinacional. Chegam de malas vazias. Saem com elas cheias. 




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