Fundos de investimento Fundo soberano da Noruega pode agora investir mais em imobiliário

Fundo soberano da Noruega pode agora investir mais em imobiliário

O maior fundo soberano do mundo aposta, actualmente, 3,1% do seu capital em imobiliário. Isto apesar do limite de 5%, que foi agora revisto em alta para 7%. Mas o Ministério das Finanças norueguês alerta que esta fasquia é para evitar.
Fundo soberano da Noruega pode agora investir mais em imobiliário
Bloomberg
André Tanque Jesus 05 de abril de 2016 às 11:44

O Fundo soberano da Noruega pode investir, actualmente, um máximo de 5% do seu património em imobiliário. Um valor que irá ser revisto, anunciou esta terça-feira, 5 de Abril, o Ministério das Finanças. O limite passa para 7%, mas o Norges Bank Investment Management (NBIM), responsável pela gestão do fundo, foi avisado que deve evitar a aproximar-se da fasquia.

Com uma capitalização aproximada de 744 mil milhões de euros, o fundo no qual a Noruega deposita as suas receitas do petróleo tem definidos vários limites ao seu investimento. A aposta em acções deve rondar os 60%, ao passo que os títulos de dívida podem representar entre 35% e 40% da carteira. Mais restrito é o investimento em imobiliário, que no máximo pode ascender a 5%.

Este valor será agora revisto para 7%. Tendo em conta a capitalização actual, isto significa que o NBIM poderá investir quase mais 15 mil milhões de euros nestes activos, comparando com o anterior limite. No final de 2015, apenas 3,1% do capital do fundo estava investido em imobiliário.

Apesar da revisão do limite, as Finanças da Noruega avisam que este é para evitar. "O Banco da Noruega deve procurar uma menor proporção de imobiliário fora do mercado financeiro, de modo a evitar ultrapassar o limite e ter de liquidar activos, caso haja súbitas e acentuadas quedas no valor dos investimentos cotados do fundo", explicou o Ministério.

Esta revisão fica aquém da que foi sido sugerida pelo banco central. O Banco da Noruega propôs em Dezembro um investimento máximo de 10% em imobiliário, além de uma quota de até 5% para investir em infra-estruturas. Esta última acabou rejeitada pelo Governo da Noruega.




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