Matérias-Primas Corte de dividendo dá folga à BHP Billiton para focar-se na compra de activos

Corte de dividendo dá folga à BHP Billiton para focar-se na compra de activos

À semelhança de outras empresas do sector, a BHP Billiton anunciou um corte do seu dividendo. Mas, a empresa admite que vai usar a folga financeira criada pela redução da remuneração accionista para realizar aquisições.
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Patrícia Abreu 23 de fevereiro de 2016 às 12:11

A BHP Billiton anunciou esta terça-feira que vai cortar o seu dividendo pela primeira vez em 15 anos, uma decisão que, a par de cortes de investimento, vai permitir à empresa manter um excedente de 10 mil milhões de dólares nos seus cofres. Um valor que a empresa pretende usar para realizar novas aquisições no mercado.


À semelhança de outras empresas do sector das matérias-primas, a BHP Billiton está a sentir o impacto negativo das baixas cotações, obrigando a companhia a tomar decisões difíceis. No entanto, a empresa pretende usar a folga financeira gerada pelo corte da remuneração accionista, para identificar oportunidades para realizar compras no sector do petróleo e do cobre, adiantou o CEO da companhia, Andrew Mackenzie, citado pela agência Bloomberg.


A nova política de dividendos "permite-nos uma maior flexibilidade e opção de escolha, se preferiram, na forma como usamos a nossa forte liquidez de modo a que possamos de facto tirar vantagem do que pensamos que vai ser um número de oportunidades críticas", detalhou Mackenzie, acrescentando que a companhia "tem mais dinheiro para pensar em aquisições".


Mas, a BHP Billiton poderá não ser a única empresa decidida a investir na compra de activos, perante a crise que o sector enfrenta. As baixas cotações têm forçado várias empresas a colocar vários activos no mercado, que estão a suscitar grande interesse.

Investidores do sector da energia, como os grupos de capital de risco Carlyle Group e a Blackstone Group, esperam que os negócios no segmento do petróleo e do gás aumentem este ano, com as produtoras a debaterem-se com a quebra dos preços. As empresas de "private equity" levantaram mais de 20 mil milhões de dólares para participar em negócios na energia nos últimos dois anos.


A Rio Tinto e a BHP Billiton, as maiores empresas do sector mineiro, são, contudo, as companhias melhor posicionadas para comprar activos de rivais desesperados, adiantou a Aberdeen Asset Management recentemente.


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