Petróleo Arábia Saudita prepara megafundo no valor de dois biliões de dólares

Arábia Saudita prepara megafundo no valor de dois biliões de dólares

O maior produtor de petróleo do mundo pretende diversificar a sua fonte de receitas com a criação deste megafundo, reduzindo a dependência das cotações do crude.
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Patrícia Abreu 01 de abril de 2016 às 11:03

A Arábia Saudita pretende criar o maior fundo soberano do mundo, com mais de dois biliões de dólares (1,76 biliões de euros) sob gestão. Com a criação deste megafundo, que terá os activos sauditas mais valiosos, o maior produtor de petróleo do mundo pretende reduzir gradualmente a dependência dos preços da matéria-prima.


Num momento em que os principais produtores se debatem com as baixas cotações do "ouro negro", a Arábia Saudita adiantou que está a planear a criação de um fundo soberano, que irá gerir os activos mais valiosos do país. No âmbito desta mudança estratégica, a Arábia Saudita, que já tinha anunciado a intenção de vender acções da Aramco, vai avançar com a oferta pública inicial (IPO).


Segundo a Bloomberg, o IPO poderá decorrer já no próximo ano, com o país a planear vender menos de 5% do capital da petrolífera saudita. "Fazer o IPO da Aramco e transferir as suas acções para o fundo de investimento público vai tecnicamente tornar os investimentos a fonte das receitas do governo saudita e não o petróleo", explicou o príncipe saudita Mohammed bin Salman (na foto), numa entrevista citada pela Bloomberg.


De acordo com o governante, o lançamento do fundo e a transferência dos activos para este produto visam ajudar a Arábia Saudita a diversificar os seus investimentos, de modo a que "dentro de 20 anos, sejamos uma economia ou Estado que não dependa principalmente de petróleo".


Nos planos da Arábia Saudita está ainda um aumento da proporção de investimentos estrangeiros para 50% do fundo até 2020 face aos actuais 5%, revelou Yasir Alrumayyan, o secretária-geral da administração do fundo.


A criação deste megafundo surge depois da Arábia Saudita ter anunciado uma série de medidas para reduzir a despesa e evitar que o défice excedesse 15% do Produto Interno Bruto (PIB).

A forte queda das cotações do petróleo, que baixou este ano para mínimos de 12 anos, tem penalizado as receitas dos países produtores. Numa tentativa de inverter a descida dos preços, os principais produtores de petróleo mundial, entre os quais a Arábia Saudita, reúnem-se este mês para negociar o congelamento da produção nos níveis actuais.

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