Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e juros sem definição. Petróleo e euro em queda

Abertura dos mercados: Bolsas e juros sem definição. Petróleo e euro em queda

As bolsas europeias estão a negociar sem tendência definida depois de cinco sessões consecutivas de ganhos. Os juros da dívida da generalidade dos países europeus registam oscilações ligeiras, e o petróleo segue em queda.
Abertura dos mercados: Bolsas e juros sem definição. Petróleo e euro em queda
Bloomberg
Rita Faria 03 de Março de 2016 às 08:32

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,97% para 4.891,88 pontos

Stoxx 600 perde 0,01% para 340,93 pontos

Nikkei valorizou 1,28% para 16.960,16 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos base para 3,039%

Euro recua 0,04% para 1,0864 dólares

Petróleo em Londres desce 0,79% para 36,64 dólares o barril

Bolsas europeias sem tendência definida

As bolsas europeias negoceiam sem uma tendência definida no início da sessão desta quinta-feira, 3 de Março, depois de cinco dias consecutivos de subidas. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,01% para 340,93 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 ganha 0,97% para 4.891,88 pontos, impulsionado sobretudo pelo BPI e Jerónimo Martins. A retalhista ganha 1,99% para 13,57 euros enquanto o banco liderado por Fernando Ulrich sobe 3,9% para 1,226 euros.
 

Juros da dívida com variações ligeiras

Os juros da dívida pública portuguesa negoceiam sem grandes oscilações, acompanhando a tendência da generalidade dos países europeus. A ‘yield’ das obrigações a dez anos sobe 0,2 pontos base para 3,039%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros sobem 2,3 pontos para 1,594%


Iene cai com subida das acções

A divisa japonesa desvalorizou face às principais moedas, depois de os dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos terem reduzido a procura por activos considerados mais seguros. O iene aproximou-se do valor mais baixo em duas semanas face ao dólar, com as acções japonesas a subirem pelo terceiro dia consecutivo seguindo os ganhos das bolsas norte-americanas na quarta-feira.

O iene desceu 0,5% para 114,07 por dólar, depois de ter depreciado para 114,56 na quarta-feira, o valor mais baixo desde 16 de Fevereiro.

Já o euro recua 0,04% para 1,0864 dólares. 

Queda da produção dos EUA não evita descida do petróleo

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos ter revelado ontem que a produção no país caiu pela sexta semana para 9,08 milhões de barris por dia, o valor mais baixo desde Novembro de 2014. Por outro lado, os inventários subiram, mantendo-se no nível mais elevado em mais de oito décadas.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,38% para 34,53 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,79% para 36,64 dólares.

Cobre sobe pela terceira sessão

O cobre valorizou pela terceira sessão consecutiva, a maior série de subidas em mais de duas semanas, animado pelo optimismo em torno da economia norte-americana.

Na quarta-feira foi revelado que as empresas nos EUA contrataram mais trabalhadores do que o esperado, o que constituiu mais um sinal positivo para a economia norte-americana, depois de outros indicadores terem mostrado uma estabilidade nas fábricas do país e um crescimento nos sectores automóvel e das obras públicas e privadas.

O cobre ganhou 0,5% para 4.815 dólares por tonelada métrica. 


Destaques do dia
 

Negociações no BPI devem acabar em divórcio. CaixaBank e Isabel dos Santos estão a negociar soluções para o problema do BPI em Angola. Processo deve acabar no divórcio amigável dos maiores accionistas do banco. BPI sairá ou reduzirá ao mínimo a exposição a Angola. Falta saber a que preço. 

Analistas apostam na OPA ao BPI ao preço da oferta anterior. A aquisição da posição de Isabel dos Santos no BPI pelo CaixaBank é considerada pelos especialistas como a solução mais provável para desbloquear o impasse entre os accionistas no banco e alcançar uma solução para o risco em Angola.

O que é o caso BPI? Recua-se a Dezembro de 2014: o BCE obriga a que o BPI reduza a sua exposição a Angola. Abre-se um problema, já que a segunda maior accionista é Isabel dos Santos. Veio uma OPA de Espanha. Não resolveu. Haverá outra vez?

Quais os efeitos do caso BPI no BCP. Qualquer que seja o desfecho do caso BPI, o BCP não deverá deixar de sentir os efeitos da solução que o banco conseguir encontrar para o problema angolano.


Moody's: "Com os juros actuais, a dívida portuguesa é sustentável". A Moody's aponta que crescimento e dívida são os principais problemas de Portugal. As taxas de juro baixas têm ajudado, defende a agência, e são o que mantém a dívida sustentável. Mas deixa o alerta: sem mais medidas, o défice derrapará para 3%.

Jerónimo Martins investirá 550 a 650 milhões em 2016. O grupo de distribuição destina 45% da sua carteira de investimentos deste exercício à cadeia polaca Biedronka. Valor total, no mínimo, é superior em 137,7 milhões de euros ao realizado em 2015.

Jerónimo Martins lucra 333 milhões em 2015. A companhia Jerónimo Martins registou uma melhoria dos resultados líquidos de 10,5% no exercício passado. As vendas avançaram 8,3%, para 13,7 mil milhões de euros.

Lucro da EDP Brasil cresceu 70% em 2015. Apesar do ano de seca no Brasil, o resultado líquido cresceu a dois dígitos impulsionado pela consolidação da central Pecém I, da venda da participação na EDP Renováveis Brasil e pela renegociação do risco hidrológico em contratos de venda de energia.

O que vai acontecer hoje

Brasil. PIB relativo a 2015.

EDP. Apresentação de resultados de 2015.

FAO. A Organização para a Agricultura e Alimentação publica o seu índice de preços na alimentação.

Zona Euro. Vendas a retalho em Janeiro.

Estados Unidos. Novos pedidos de subsídio de desemprego na semana terminada a 27 de Fevereiro: Índice PMI para os serviços da Markit em Fevereiro; Encomendas na indústria.




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