Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta, euro cai

Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta, euro cai

A bolsas europeias abriram esta manhã em alta, um tendência que é acompanhada pela bolsa de Lisboa. O petróleo continua a recuperar, estando a somar mais de 2% e a negociar nos 34 dólares. Já o euro cai face ao dólar.
Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta, euro cai
Reuters
Inês F. Alves 29 de janeiro de 2016 às 08:34

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,83% para 5.019,54 pontos

Stoxx 600 ganha 1,39% para 339,54 pontos

Nikkei somou 2,80% para 17.518,30 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,9 pontos base para 2,945%

Euro recua 0,39% para 1,0897 dólares

Petróleo em Londres dispara 2,54% para 34,75 dólares o barril.

Bolsas europeias seguem em alta

As bolsa europeias abriram esta manhã em alta, depois de o índice asiático Nikkei ter fechado a somar 2,80% para os 17.518,30 pontos, numa altura em que os mercados reagem à adopção de taxas de juro negativas pelo Banco do Japão, anunciadas pelo Governador Haruhiko Kuroka, e que surpreenderam os investidores.


Com 15 cotadas em alta e duas inalteradas, o principal índice da bolsa nacional segue a tendência da congéneres europeias. 
A impulsionar o PSI-20 está a Jerónimo Martins e a EDP. A retalhista soma 0,97% para os 12,435 euros, já a energética avança também 0,97% para os 3,216 euros por acção.

 

Juros a 10 anos caem

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos caem 2,9 pontos base para os 2,945%, acompanhando a tendência da "yield" espanhola, que recua 4,4 pontos base para os 1,578%. Os juros da dívida alemã a 10 anos seguem também a cair 3,1 pontos base para os 0,373%.

Euro recua face ao dólar

A moeda única europeia segue a cair 0,39% para 1,0897 dólares.

Petróleo a negociar nos 34 dólares

A matéria-prima segue em alta, com os investidores animados com a possibilidade de a Rússia e da Organização Países Exportadores de Petróleo (OPEP) se sentarem à mesa para discutir a eventual diminuição de produção da matéria-prima, o que deverá diminuir a oferta no mercado e, logo, beneficiar os preços.

A realização desta reunião foi avançada pelo ministro russo da Energia, Alexander Novak, citado pela Interfax, mas ainda não foi confirmada pelos delegados da OPEP.

"Se a Arábia Saudita e a Rússia chegarem a acordo para reduzir a produção, apenas criaria espaço no mercado para o Irão ocupar", alerta, porém Angus Nicholson, analista da IG, citado pela Bloomberg, cuja crença é de que estas recuperação no preço da matéria-prima seja efémera.

O Brent, negociado em Londres e preço de referência para a Europa ganha 2,54% para os 34,75 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, avança 2,53% para os 34,06 dólares.

Ouro com recuo ligeiro

A matéria-prima segue a negociar nos 1.112,05 dólares por onça, numa altura em que os mercados estão a reagir à surpreendente adopção de taxas de juro negativas pelo Banco do Japão. A decisão teve um impacto negativo imediato na matéria-prima, tendo esta depois reagido e estabilizado. O ouro cai 0,29% esta sexta-feira.

Destaques do dia

Santander comprou Banif com um desconto de 75%. A parte do Banif que o Santander adquiriu tinha um valor contabilístico de 600 milhões de euros. O preço foi de 150 milhões, montante que tem implícito um desconto de 75%. Para o novo dono, este "banco" só vale 283 milhões.

UTAO acusa Governo de melhorar "artificialmente" esforço orçamental. Os técnicos do Parlamento põem em xeque cálculos de Centeno sobre o esforço orçamental. A UTAO refez contas do "draft" e aponta para agravamento do défice estrutural em 0,4 pontos percentuais do PIB, em vez de descida como prevê o Governo.

Lisboa e Bruxelas divergem em quase tudo. Tanto António Costa como Carlos César foram claros na sua mensagem de diálogo e na expectativa que têm de haver cedências de parte a parte. Porém, as divergências são grandes e múltiplas. Esperam-se negociações tensas.

Agências de "rating" olham para Portugal com cautela. Se o apoio da esquerda ao Governo lançou dúvidas, a reacção às metas orçamentais não foi melhor. As agências de "rating" pedem uma maior consolidação e alertam para a despesa. Caso contrário, há o risco de a dívida nacional ser ainda mais "lixo".

Mota-Engil arranca no mercado liberalizado de energia no México. A empresa que o grupo português constituiu com o Sindicato Mexicano de Electricistas é, a partir desta sexta-feira, o primeiro operador privado a produzir e a comercializar energia eléctrica no país.

Comissões são "arma" para compensar a Euribor negativa. Depois de terem retirado as Euribor de mais curto prazo dos preçários, os bancos confrontam-se agora com a taxa a 12 meses cada vez mais perto de valores negativos. O que podem fazer neste contexto?

O que vai acontecer hoje

"Ratings". A Fitch tem agendada uma possível revisão do "rating" de Espanha e a Moody’s poderá rever o "rating" da Moody’s.

Dados económicos na Zona Euro. O Eurostat divulga o índice de preços no consumidor, na Zona Euro, em Janeiro. Será também conhecida a evolução da massa monetária (M3).

Estatísticas nacionais. O INE revela o índice de produção industrial e o índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas no comércio a retalho. Ambos os indicadores são relativos a Dezembro.




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