Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em alta com dólar a recuperar e petróleo a corrigir de cinco sessões em alta

Abertura dos mercados: Bolsas em alta com dólar a recuperar e petróleo a corrigir de cinco sessões em alta

As bolsas europeias estão a subir ligeiramente numa sessão marcada pela reacção em alta do dólar às divulgação das minutas da Reserva Federal.
Abertura dos mercados: Bolsas em alta com dólar a recuperar e petróleo a corrigir de cinco sessões em alta
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,04% para 5.519,37 pontos

Stoxx 600 ganha 0,18% para 384,72 pontos

Nikkei valorizou 0,22% para 22.410,82 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,4 pontos base para 1,791%

Euro desce 0,35% para 1,1556 dólares

Petróleo em Londres perde 0,33% para 74,53 euros o barril

Bolsas europeias valorizam com sector automóvel penalizado por Trump

As principais bolsas europeias estão a transaccionar em terreno positivo no início da sessão desta quinta-feira, 23 de Agosto, embora registando somente ganhos ligeiros.

O índice de referência europeu Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas do velho continente, cresce 0,18% para 384,72 pontos, enquanto o lisboeta PSI-20 ganha ténues 0,04% para 5.519,37 pontos, isto depois de já ter invertido face a uma abertura em queda.

A marcar o sentimento dos investidores está a entrada em vigor esta quinta-feira das novas taxas aduaneiras de 25% que a China e os Estados Unidos aplicaram às respectivas importações e que vão somar 16 mil milhões de dólares, elevando para 100 mil milhões de dólares o valor de importações sujeitas a taxas alfandegárias reforçadas.

Destaque novamente pela negativa para o sector automóvel europeu que recua perto de 0,5%, ainda penalizada pela ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar uma taxa de 25% a todos os automóveis importados do velho continente.


Fed coloca dólar de regresso aos ganhos
 

Depois de cinco sessões a perder terreno, a moeda norte-americana retoma esta quinta-feira a tendência altista, estando a ser impulsionada pela Reserva Federal, pois as minutas da última reunião, publicadas ontem, mostram que o banco central mantém intacta a expectativa de agravamento da taxa de juro já na reunião de Setembro.

 

Depois de conhecidas estas minutas, que também reforçaram a perspectiva de que as taxas de juro nos EUA vão subir mais duas vezes este ano, segue-se agora o encontro de Jackson Hole. Este simpósio começa esta quinta-feira e reúne os principais responsáveis da Fed, sendo que os investidores aguardam agora por mais (ou novos) sinais que os ajudem a situar-se sobre o futuro da política monetária dos EUA.

 

O índice do dólar (que mede a relação da moeda norte-americana face às principais divisas mundiais) está a disparar 0,3%. O euro desce 0,35% para 1,1556 dólares.

 

Juros estáveis em Portugal e na Alemanha 

No mercado das obrigações soberanas prossegue a acalmia, com as taxas de juro que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa e alemã em linha com as praticadas da véspera. A "yield" dos títulos de dívida soberana portuguesa está a descer 0,4 pontos base para 1,791%, enquanto a taxa das bunds avança 0,3 pontos base para 0,347%. Em Itália a "yield" desce 3,7 pontos base para 3,02%. 

 

Petróleo corrige de cinco sessões em alta 

As cotações do petróleo negoceiam em queda ligeira, corrigindo dos ganhos obtidos nas últimas cinco sessões. Sobretudo na quarta-feira, quando o petróleo ganhou mais de 2% em Londres e Nova Iorque depois da Administração de Informação de Energia dos EUA ter anunciado que as reservas norte-americanas caíram em 5,17 milhões de barris, uma queda acima das estimativas dos analistas e a mais acentuada em quatro semanas.

 

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a perder 0,33% para 74,53 euros por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque cede 0,1% para 67,69 dólares.

 

Alta do dólar trava ouro

O ouro continua a negociar com sinal contrário ao dólar, estando esta quinta-feira a ser penalizado pela recuperação da moeda norte-americana. O metal precioso desce 0,5% para 1.190,26 dólares, atenuando a alta na semana para 0,6%.




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