Mercados num minuto Abertura dos mercados: Calma em Itália dá alívio à Europa. Furacão ameaça produção de petróleo nos EUA

Abertura dos mercados: Calma em Itália dá alívio à Europa. Furacão ameaça produção de petróleo nos EUA

A menor preocupação face à situação italiana está a levar ao alívio dos juros da dívida e das bolsas, apesar de o PSI-20 ser excepção. O petróleo está a subir com a pressão do lado da oferta.
Abertura dos mercados: Calma em Itália dá alívio à Europa. Furacão ameaça produção de petróleo nos EUA
Reuters
Tiago Varzim 04 de setembro de 2018 às 09:09
Os mercados em números
PSI-20 desce 0,53% para 5.381,40 pontos
Stoxx 600 sobe 0,09% para 382,86 pontos
Nikkei desvalorizou 0,05% para 22.696,90 pontos
Yield a 10 anos de Portugal recua 2,9 pontos base para 1,877%
Euro perde 0,39% para a,1575 dólares
Petróleo, em Londres, sobe 0,29% para 78,37 dólares por barril

Bolsas europeias recuperam, excepto o PSI-20 que desce há seis sessões
É o maior ciclo de perdas desde Fevereiro deste ano. A bolsa nacional está a cair mais de meio por cento, acumulando seis sessões consecutivas de quedas e negociando em mínimos de 30 de Maio, um dos piores dias da crise política em Itália. Um dos sectores que mais penaliza Lisboa é o energético, com o grupo EDP a desvalorizar após a acusação da Autoridade da Concorrência.

O PSI-20 contraria assim a tendência positiva da Europa que está numa onda de recuperação à boleia da menor preocupação que existe em torno de Itália, depois de a Fitch ter mudado a perspectiva do rating do país para "negativa".

O sector europeu da banca é o que mais sobe, suportado pela valorização dos principais bancos da Europa, tal como o HSBC, o BNP Paribas e o Banco Santander. Uma das novidades favoráveis para os bancos é a intenção do banco central da Turquia - país a que têm uma exposição considerável - de aumentar os juros, o que está a levar à recuperação da lira.

Este alívio das bolsas europeias beneficia também da boa sessão na China e do regresso ao activo dos mercados norte-americanos depois de uma paragem por causa do Dia do Trabalhador.

Juros de Itália aliviam pela segunda sessão
Os juros da dívida italiana voltam a aliviar esta terça-feira, beneficiando das promessas deixadas pelo ministro das Finanças, Giovanni Tria. Apesar das notícias de medidas que vão agravar o défice, Tria assegurou que as metas europeias serão cumpridas e que os mercados irão acalmar quando o Governo começar a revelar os planos orçamentais.

A queda de 8,8 pontos base nos juros italianos a 10 anos aproxima-os dos 3% (3,074%), mas continuam perto do máximo de três meses atingido na última semana. Os juros portugueses a 10 anos seguem pelo mesmo caminho com um alívio de 2,9 pontos base para os 1,877%, assim como os espanhóis que deslizam 2,7 pontos base para os 1,423%.

Por outro lado, os juros alemães sobem ligeiramente: mais 1,6 pontos base para os 0,349%.

Euro cede com dólar a valorizar
A divisa europeia regressa às quedas ao desvalorizar 0,39% para os 1,1575 dólares. Esta queda deve-se à subida do dólar que beneficia da mudança da política monetária da Reserva Federal que deverá subir os juros, pelo menos, mais uma vez este ano. No final deste mês há reunião.

Além disso, a divisa norte-americana tem sido um dos activos de refúgio escolhidos pelos investidores desde que a guerra comercial foi lançada a todo o gás por Donald Trump. Esta semana as preocupações estão nas negociações com o Canadá, depois do acordo com o México sobre o NAFTA, e ainda nas tarifas que deverão ser aplicadas a 200 mil milhões de dólares em bens chineses.

Já a libra está a deslizar face ao dólar numa altura em que se intensificam as preocupações sobre o cenário de uma saída sem acordo. Segundo uma sondagem da Reuters, os investidores estimam que existe uma probabilidade de 25% do Reino Unido deixar a União Europeia em Março do próximo ano sem acordo. Esta terça-feira o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, testemunha no Parlamento britânico.

Furacão ameaça produção de petróleo. Barril sobe
Duas plataformas de petróleo no Golfo do México foram evacuadas devido ao riscos de aproximação de um furacão, o que coloca em causa a produção dos Estados Unidos. A notícia levou à subida da cotação do barril. O WTI, negociado em Nova Iorque, valoriza 1,05% para os 70,53 dólares. Já o brent, negociado em Londres, avança 0,29% para os 78,37 dólares.

Por outro lado, a produção na OPEP atingiu um máximo deste ano em Agosto, mas persistem dúvidas sobre a capacidade dos países exportadores de petróleo de atingir os objectivos de produção.

Ouro continua penalizado pelo dólar
O metal precioso continua a não descolar. O ouro desvaloriza 0,53% para os 1.194,86 dólares por onça numa altura em que o dólar ganha força.



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