Mercados num minuto Abertura dos mercados: Comentários de Trump pressionam dólar e deixam bolsas em 'stand-by'

Abertura dos mercados: Comentários de Trump pressionam dólar e deixam bolsas em 'stand-by'

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas ligeiras, com os investidores cautelosos em relação às negociações entre Washington e Pequim, depois de Trump ter baixado as expectativas de eventuais progressos.
Abertura dos mercados: Comentários de Trump pressionam dólar e deixam bolsas em 'stand-by'
Reuters
Rita Faria 21 de agosto de 2018 às 09:21

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,10% para 5.484,02 pontos

Stoxx 600 perde 0,06% para 383,01 pontos

Nikkei valorizou 0,09% para 22.219,73 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 1,3 pontos para 1,782%

Euro ganha 0,28% para 1,1514 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,06% para 72,25 dólares o barril

 

Bolsas europeias em ‘stand-by’ após comentários de Trump

As bolsas europeias estão pouco alteradas esta terça-feira, 21 de Agosto, a reflectir a cautela dos investidores depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ter baixado as expectativas de eventuais progressos nas negociações entre Washington e Pequim que serão retomadas esta semana.

 

Numa entrevista à Reuters, Donald Trump não antecipou grandes progressos e voltou a acusar a China de manipular a sua moeda.  

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,06% para 383,01 pontos, numa altura em que os principais índices do Velho Continente estão divididos entre descidas e subidas pouco acentuadas.

 

Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,10% para 5.484,02 pontos, impulsionado sobretudo pela Galp e EDP, com subidas de quase 0,5%, e pela Semapa, que valoriza mais de 1%.

 

Juros portugueses em queda

Os juros da dívida portuguesa estão a descer em todas as maturidades, numa altura em que não há uma tendência definida entre os pares europeus. Por cá, a yield associada às obrigações a dez anos cai 1,3 pontos para 1,782%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a descida é de 0,8 pontos para 1,382%.

 

Pelo contrário, na Alemanha, os juros da dívida a dez anos agravam-se em 0,9 pontos para 0,312%, e em Itália sobem 1,4 pontos para 3,028%, depois de a agência Moody’s ter colocado o rating do país em revisão, com possível descida de nível.

 

Acusações de Trump penalizam dólar

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres está a perder terreno pela quinta sessão consecutiva. Nesta altura desce 0,32%, penalizado pelos comentários de Trump sobre a manipulação de moeda e sobre a Reserva Federal dos Estados Unidos.

 

Numa entrevista à Reuters, o presidente dos Estados Unidos criticou Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos por estar a subir os juros, não contribuindo para o crescimento económico do país, e disse que tanto o yuan como o euro estão a ser manipulados.  

 

Petróleo em alta ligeira

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, numa altura em que se espera que os inventários de crude dos Estados Unidos tenham diminuído e que o país liberte 11 milhões de barris das suas reservas estratégicas, para fazer face à expectável diminuição da oferta decorrente das sanções sobre o Irão.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,41% para 66,70 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,06% para 72,25 dólares.

 

Ouro sobe pela terceira sessão

Contrariando a evolução do dólar norte-americano, o ouro está a valorizar pela terceira sessão consecutiva, influenciado também pelos comentários do presidente dos Estados Unidos sobre a condução da política monetária no país.

 

O ouro valoriza 0,38% para 1.194,96 dólares, enquanto a prata soma 0,32% para 14,8067 dólares.




pub