Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias sobem. Juros portugueses com forte queda

Fecho dos mercados: Bolsas europeias sobem. Juros portugueses com forte queda

As bolsas europeias avançaram pela segunda sessão consecutiva, reflectindo a publicação de resultados e a perspectiva de mais estímulos. Os juros da dívida portuguesa recuaram 25 pontos, reduzindo o prémio de risco face à Alemanha.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias sobem. Juros portugueses com forte queda
Bloomberg
Vera Ramalhete 26 de Fevereiro de 2016 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,04% para 4.710,39 pontos

Stoxx 600 ganhou 1,53% para 331,54 pontos

S&P 500 valoriza 0,20% para 1955,59 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 24,9 pontos base para 3,082%

Euro recua 0,80% para 1,0930 dólares

Petróleo sobe 1,84% para 35,94 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias sobem pela segunda sessão

As bolsas europeias avançaram pela segunda sessão consecutiva. O Stoxx 600 subiu 1,53% para 331,54 pontos. A apresentação de resultados de empresas como a Eni e a Basf impulsionou as acções. Além disso, a expectativa do reforço dos estímulos, após as declarações do governador do Banco Popular da China, também puxou pelas cotações. As mineiras e energéticas lideraram os ganhos no índice de referência europeu. Entre as principais praças europeias, a Grécia destacou-se com uma subida de 5,62%, impulsionada pelas fortes subidas da banca. Seguiu-se Itália, com um ganho de 2,2%.

Em Lisboa, o PSI-20 avançou 1,04% para 4.710,39 pontos, com 13 cotadas em alta e quatro em queda. A Galp Energia e o BCP foram as cotadas que mais impulsionaram o índice. A petrolífera apreciou-se em 2,31% para 10,15 euros por acção e o banco avançou 4,37% para 3,34 cêntimos.

Juros nacionais afundam 25 pontos

Os juros da dívida portuguesa afundaram 25 pontos, levando o prémio de risco face a Alemanha a cair abaixo da fasquia dos 300 pontos. A queda dos juros em Portugal acompanhou a tendência dos países periféricos da Zona Euro, ainda de que forma mais acentuada, mas contrariou a tendência na Alemanha. As obrigações na Europa beneficiam da perspectiva do reforço dos estímulos do Banco Central Europeu, após a publicação das taxas de inflação em França e na Alemanha abaixo do esperado.

A "yield" das obrigações nacionais a 10 anos (que é considerada a maturidade de referência) recuou 24,9 pontos base para 3,082%. Em Espanha, a taxa caiu 3,5 pontos para 1,572%. Os juros das "bunds" alemãs, pelo contrário, subiram 0,9 pontos para 0,147%. Assim, o prémio de risco que os investidores pagam para apostar na dívida portuguesa em detrimento da alemã caiu para 293,5 pontos.

Taxas Euribor fixam novos mínimos

As taxas Euribor caíram nos prazos a três, seis, nove e 12 meses. A Euribor a três meses recuou de -0,201%, o anterior mínimo histórico, para -0,202%. A taxa a seis meses recuou de -0,128% para -0,129%, também o valor mais baixo de sempre. No prazo a 9 meses, o indexante caiu de -0,072% para -0,075%, um novo mínimo histórico. A Euribor a 12 meses desceu para -0,017%, ainda acima do mínimo histórico de -0,018%.

 

Menor inflação pressiona euro

O euro está a desvalorizar 0,8% para 1,0930 dólares, pressionado pela divulgação de dados económicos. A taxa de inflação em Espanha registou a maior queda em seis semanas e na Alemanha o índice de preços no consumidor harmonizado também recuou mais do que esperado. Dados que estimulam a especulação de mais estímulos do Banco Central Europeu. Por outro lado, a revisão em alta do crescimento do produto interno bruto (PIB) dos EUA, no quarto trimestre de 2015, puxou pelo dólar.
  

Petróleo com a maior subida semanal desde 2009

O petróleo está a subir 0,85% para 33,35 dólares, em Nova Iorque, pela quinta sessão consecutiva esta semana. Com esta valorização, o West Texas Intermediate (WTI) encaminha-se para encerrar a semana com um ganho de 14%, o maior desde 2009. O Brent, negociado em Londres, avança 1,84% para 35,94 dólares por barril, elevando para 9% o ganho semanal. As negociações entre a Rússia, Arábia Saudita, Irão e Iraque, entre outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para congelar a produção motivou a subida dos preços, com a expectativa de uma redução do excedente que existe no mercado.

 

Ouro cai pela segunda semana

O ouro está a cair 1,10%, para 1.219,35  dólares por onça, após três sessões a valorizar. A procura de refúgio motivou a subida do metal precioso nas sessões anteriores, mas os ganhos nas bolsas travaram o interesse dos investidores no activo. Assim, o metal está a recuar 0,63%, pela segunda semana consecutiva.   

 

Destaques do dia

 

Bruxelas adverte Portugal para riscos de muita dívida num mercado volátil. Na análise aprofundada aos desequilíbrios macroeconómicos nacionais, a Comissão avisa que o país permanece numa situação de risco elevado. Mais medidas estruturais de consolidação orçamental e de relançamento do investimento são bem vindas.

 

Wall Street mantém ganhos com PIB dos EUA e optimismo em torno da China. As bolsas norte-americanas abriram em alta, no dia em que foram divulgados os dados sobre a economia dos EUA, com um crescimento acima do esperado no quarto trimestre. Os sinais de que o banco central chinês agirá para impulsionar a economia estão a ajudar ao optimismo.

 

Forte subida semanal do petróleo não mexe nos combustíveis. O petróleo disparou nos mercados internacionais, os combustíveis também. Mas os preços de venda no mercado nacional não devem registar alterações. A gasolina pode até descer ligeiramente.

 

Optimismo das famílias e dos empresários continua em alta. As famílias portuguesas começaram o ano mais optimistas e assim continuaram no mês de Fevereiro, revelam os dados do INE conhecidos esta sexta-feira. Do lado dos empresários, a tendência é também positiva.

 

Juros da dívida portuguesa em forte queda. Os juros da dívida nacional estão em queda pela segunda sessão consecutiva, registando uma descida bastante superior à dos restantes países do euro. O prémio de risco face à Alemanha está já perto dos 300 pontos.

 

O que vai acontecer na segunda-feira

Nos. A Nos apresenta os resultados de 2015.

Inflação na Zona Euro. O Eurostat divulga o índice de preços no consumidor, em Fevereiro.

União Europeia. Ministros da Indústria reúnem-se para discutir situação do aço.

INE. O INE publica as Contas nacionais Trimestrais relativas ao quarto trimestre de 2015. Revela também a taxa de desemprego, em Janeiro, e ainda o índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas no comércio a retalho, em Janeiro.

EUA. Será conhecida a evolução da venda de casas usadas, em Janeiro.




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mais votado surpreso1 26.02.2016

24,8 pontos é uma "forte queda"?Tenham algum pudor!

comentários mais recentes
surpreso1 26.02.2016

24,8 pontos é uma "forte queda"?Tenham algum pudor!

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