Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas recuperam, petróleo cai e euro salta para máximos de 2014

Fecho dos mercados: Bolsas recuperam, petróleo cai e euro salta para máximos de 2014

As bolsas europeias fecharam com sinal verde pela primeira vez em três sessões, animadas pelo acordo na Alemanha entre a CDU e o SPD, que levou o euro para máximos de mais de três anos.
Fecho dos mercados: Bolsas recuperam, petróleo cai e euro salta para máximos de 2014
Reuters
Rita Faria 12 de janeiro de 2018 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,37% para 5.623,41 pontos

Stoxx600 ganhou 0,31% para 398,49 pontos

S&P500 valoriza 0,49% para 2.781,09 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caíram 3,1 pontos para 1,794%  

Euro avança 0,84% para 1,2133 dólares

Petróleo em Londres recua 0,17% para 69,14 dólares o barril

Europa recupera de duas sessões de perdas

As bolsas europeias encerraram em alta esta sexta-feira, 12 de Janeiro, depois de duas sessões consecutivas de perdas, acompanhando o optimismo das praças norte-americanas, que estão a ser animadas pelos dados do retalho e os resultados da banca.

 

A impulsionar as acções europeias está ainda o acordo alcançado na Alemanha entre a CDU e o SPD para arrancar com negociações formais com vista à formação de governo.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, subiu 0,31% para 398,49 pontos, animado sobretudo pelas cotadas do sector do retalho e automóvel.

 

A praça de Lisboa contrariou a tendência das congéneres europeias, com uma desvalorização de 0,37% para 5.623,41 pontos, motivada principalmente pelo desempenho dos CTT. As acções afundaram 9,25% para 3,494 euros, depois de o regulador ter estipulado metas mais exigentes para a empresa de correios.

 

Prémio de risco de Portugal renova mínimos de Abril de 2010

Os juros da dívida pública portuguesa desceram em todas as maturidades, enquanto o prémio de risco renovou mínimos de Abril de 2010.

 

A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos caiu 3,1 pontos para 1,794%, numa sessão em que os juros da Alemanha, no mesmo prazo, ficaram inalterados em 0,581%. Assim o prémio de risco de Portugal caiu para 121,3 pontos, o que representa um mínimo desde Abril de 2010.

 

Em Espanha, os juros aliviaram 3,7 pontos para 1,501% e em Itália 6,7 pontos para 1,983%.

 

Euribor sobe a 9 e 12 meses e mantém-se a 3 e 6 meses

As taxas Euribor subiram hoje no prazo de nove e doze meses, e mantiveram-se a três e seis meses, respectivamente, em relação a quinta-feira.

 

A Euribor a três meses voltou a fixar-se hoje em -0,329% pela 18.ª sessão consecutiva, acima do actual mínimo de sempre, de -0,332%. Também a taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, ficou nos -0,271%, o que acontece pela 15.ª sessão consecutiva.

 

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro de 2015, subiu hoje para -0,186%, quando no dia anterior se fixou em -0,188%.

 

Com variação positiva está hoje também a taxa Euribor a nove meses, que se fixou nos -0,216%, face aos -0,217% de quinta-feira.

 

Euro atinge valor mais alto em mais de três anos

A beneficiar do acordo alcançado na Alemanha – que torna mais próxima a constituição de um governo na maior economia do euro – esteve também a moeda única, que saltou para máximos de mais de três anos.

 

O euro ganha 0,84% para 1,2133 dólares, depois de ter chegado a valorizar um máximo de 1,03% para 1,2156 dólares – o valor mais elevado desde Dezembro de 2014.

 

Já ontem a moeda única subiu quase 1%, animada pelos relatos da última reunião do BCE, que mostram abertura da autoridade monetária para retirar os estímulos á economia mais cedo do que o previsto.

 

Petróleo alivia de recorde

Depois de ter atingido máximos do final de 2014 na sessão de ontem, o petróleo voltou para terreno negativo esta sexta-feira, devido à expectativa de que esta valorização poderá não ser sustentável.

 

O Brent, que superou os 70 dólares pela primeira vez em três anos, desce 0,17% para 69,14 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, cai 0,17% para 63,69 dólares.

 

"Os fundamentais são fortes agora, mas pensamos que isso irá mudar em algum momento, particularmente quando começarmos a sair do inverno", afirma Michael Wittner, do Société Générale, citado pela Bloomberg.

 

A impulsionar os preços da matéria-prima estiveram os dados que mostram que a produção dos Estados Unidos caiu, ao mesmo tempo que as reservas diminuíram pela oitava sessão consecutiva.    

 

Zinco próximo de máximos de uma década

O zinco registou uma forte subida, impulsionado pelos dados do comércio na China, que aumentaram as expectativas em torno da procura.

 

Este metal ganhou 1,5% para 3.386,00 dólares por tonelada métrica, um valor próximo de máximos de dez anos.

 




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