Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas respiram de alívio e juros em mínimos

Fecho dos mercados: Bolsas respiram de alívio e juros em mínimos

As principais bolsas europeias terminaram a semana com sinal positivo, aliviando das perdas recentes. O euro seguiu a trajectória das acções e tocou máximos de Novembro de 2016. Em queda estiveram os juros nacionais.
Fecho dos mercados: Bolsas respiram de alívio e juros em mínimos
Reuters
Ana Laranjeiro 19 de maio de 2017 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 disparou 2,03% para 5.176,74 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,60% para 391,51 pontos

S&P 500 cresce 0,72% para 2.382,79 pontos

Juros da dívida a dez anos descem 2 pontos para 3,183%

Euro ganha 0,79% para 1,1190 dólares

Brent ganha 2,06% para 53,59 dólares por barril


Bolsas europeias recuperam

As principais bolsas europeias terminaram a sessão desta sexta-feira, 19 de Maio, em alta, recuperando assim das perdas recentes. Nos últimos dias, o risco político regressou em força aos mercados, tendo levado os índices às perdas.

Nos Estados Unidos foram publicadas notícias que sugerem que o presidente Donald Trump terá despedido James B. Comey da direcção do FBI por este se recusar a fechar a investigação ao ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn. Além disso, ontem foi noticiado que Michael Flynn e outros conselheiros da campanha de Donald Trump comunicaram com as autoridades russas e outras pessoas ligadas ao Kremlin em, pelo menos, 18 contactos – telefónicos e emails – durante os últimos sete meses da corrida presidencial do ano passado. Tudo isto provocou fortes receios nos investidores. O mercado temia que a instabilidade política afectasse a implementação de medidas, nomeadamente, de cariz económico.

A penalizar ainda mais os mercados ontem esteve a situação no Brasil. Surgiu um novo escândalo político, depois da imprensa brasileira ter noticiado que Michel Temer foi apanhado em escutas que mostram tentativas de suborno. Contudo, o presidente brasileiro recusou demitir-se, o que devolve algumas valorizações ao índice de São Paulo.

Por cá, a praça lisboeta liderou os ganhos no Velho Continente, tendo subido 2,03%, impulsionada pelas acções das empresas mais expostas ao mercado brasileiro, como a Pharol, a EDP e a Galp. A Pharol somou mais de 4% a acompanhar a subida das acções da Oi. A EDP ganhou 3,58% para 3,096 euros, enquanto a Galp - com operações no Brasil em aliança com a Petrobras - subiu 2,88% para 14,27 euros.

O IBEX 35 foi a segunda praça que mais subiu, avançando 1,41%. O Stoxx 600 ganhou 0,60%.

 

Juros em mínimos de Outubro

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair em todos os prazos, tendo a dez anos negociado nos 3,149%, o valor mais baixo desde 25 de Outubro do ano passado. No final da sessão, a dívida nacional a uma década recuava 2 pontos base para 3,183%.

Esta manhã, a Moody’s divulgou um relatório onde antecipa que o crescimento económico será mais moderado em 2018, e que o défice vai subir para 2% nesse ano. No entanto, admite que, se a consolidação orçamental e a redução da dívida forem mais rápidas do que o esperado, o rating poderá beneficiar.

Por outro lado, os juros espanhóis a dez anos sobem 1,2 pontos base para 1,579%. E a dívida germânica no mesmo prazo ganha 2,5 pontos base para 0,368 %.

Taxas Euribor mantêm-se, mínimos no prazo a seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se esta sexta-feira a três, seis, nove e 12 meses em relação a quinta-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, manteve-se, ao ser fixada de novo em -0,251%, actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 19 de Abril.  A Euribor a três meses fixou-se em -0,331%. A nove meses, a Euribor manteve-se hoje em -0,179%. A um ano, a Euribor voltou a fixar-se em -0,129%.

Euro dispara

A moeda da Zona Euro está a subir 0,79% para 1,1190 dólares, tendo já negociado nos 1,1197 dólares, o máximo desde 9 de Novembro do ano passado. A moeda da Zona Euro pode estar assim  a acompanhar o alivio vivido nas bolsas europeias, depois do clima de instabilidade política, tanto nos EUA como no Brasil, terem penalizado as principais praças. Em termos semanais, o euro já ganha mais de 2% face à moeda norte-americana.

Petróleo sobe à boleia da OPEP

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, animados pela expectativa que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo prolonguem na próxima semana o acordo que prevê uma redução da produção. Recentemente, tanto a Arábia Saudita como a Rússia fizeram saber que são favoráveis a um alargamento da vigência do acordo que previa uma redução da produção da matéria-prima. O que acaba por aumentar as perspectivas que a OPEP determine, no encontro da próxima semana, um alargamento do acordo até ao início do próximo ano.

O West Texas Intermediate avança 2,09% para 50,38 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, cresce 2,06% para 53,59 dólares por barril.

Ouro próximo da melhor semana em um mês

Apesar da preferência dos investidores por activos de maior risco com o as acções ou de rendibilidade fixa como as obrigações, activos considerados como de refúgio, como o ouro, não estão a sentir pressão vendedora. O preço do metal precioso está próximo de registar o maior ganho semanal em um mês. Por esta altura, o metal amarelo ganha 0,43% para 1.252,49 dólares por onça.




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mais votado surpreso 19.05.2017

A habitual propaganda,A taxa a 10 anos aumentou 1 porcento,azar!

comentários mais recentes
BCP vs FOSUM 19.05.2017

Por acaso ainda ninguém reparou q o principal "shortista" do BCP foi e tem sido a Fosum? Shortou e continua a shortar no BCP! Depois admiram-se da praga de shortistas que andam á volta do BCP!

Pharol+OI 19.05.2017

Caramba, a OI no Brazil disparou acima dos 10%! Vamos ver como se comporta a Pharol para a semana! Espero que corresponda!

Anónimo 19.05.2017

Porque já devias ter aprendido que quem investe nunca deve investir em empresas de Portugal ou do Brasil porque existem muito melhores opções.

Tereza economista 19.05.2017

A Oi sobe 12% porque não sobe a pharol?

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