Mercados num minuto Fecho dos mercados: Furacão ameaça oferta e petróleo dispara

Fecho dos mercados: Furacão ameaça oferta e petróleo dispara

O petróleo está a disparar com o perigo a pairar do lado da oferta. O furacão Florence está a aproximar-se das plataformas de produção.
Fecho dos mercados: Furacão ameaça oferta e petróleo dispara
EPA
Tiago Varzim 11 de setembro de 2018 às 17:38
Os mercados em números
PSI-20 desceu 0,18% para 5.269,45 pontos
Stoxx 600 desceu 0,05% para 375,31 pontos
S&P 500 valoriza 0,37% para 2.887,27 pontos
Yield 10 anos de Portugal sobe 1,1 pontos base para 1,894%
Euro recua 0,08% para 1,1585 dólares
Petróleo sobe 1,89% para 78,83 dólares por barril

Bolsas europeias no vermelho. Wall Street deu a volta
Os mercados europeus ensaiaram um início em terreno positivo, mas inverteram a tendência. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, desceu 0,05% para os 375,31 pontos, assim como as praças europeias, incluindo o PSI-20. A queda foi curta e teve como principais responsáveis os sectores mais permeáveis à guerra comercial, tal como o automóvel e o das matérias-primas. Apenas o sector da energia - numa altura em que o petróleo sobe a nível internacional - registou ganhos consideráveis.

O mesmo efeito negativo do conflito comercial entre os EUA e a China foi sentido em Wall Street que, depois de uma sessão de recuperação, voltou às quedas no arranque da sessão de hoje. No entanto, as bolsas norte-americanas já deram a volta e estão agora a negociar em alta com a recuperação expressivas das tecnológicas.

Grécia alivia. Portugal e Itália sobem
Os juros da Grécia aliviaram pela quinta sessão consecutiva, atingindo mínimos de um mês (9 de Agosto). A taxa a dez anos baixou 10,8 pontos base para os 4,09%. Já os juros de Portugal no mesmo prazo somaram 1,1 pontos base para os 1,894%, um caminho semelhante aos dos italianos que subiram 3,3 pontos base para os 2,943%.

Os juros alemães a dez anos aumentaram 2,9 pontos base para os 0,43% para um máximo de cinco semanas. A influenciar a taxa alemã está a subida dos juros norte-americanos, a menor incerteza em relação à Itália e as notícias que dão conta de que pode haver em breve um acordo para o Brexit.

Euribor sobe a 12 meses
As taxas Euribor mantiveram-se esta terça-feira, dia 11 de Setembro, a três, seis e nove meses e subiram a 12 meses. A taxa a três meses manteve-se nos -0,319%, o mesmo valor desde 30 de Julho. A Euribor a seis meses fixou-se nos -0,266% pela sexta sessão consecutiva. E a taxa a nove meses ficou nos -0,207%.

A taxa a 12 meses foi a única a subir ao somar 0,001 pontos percentuais para os -0,166%.

Libra corrige ganhos após boas notícias do Brexit
A libra corrigiu dos ganhos que conseguiu com o aumento do optimismo em relação a um acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia. A divisa britânica chegou a atingir máximos de um mês nos 1,3087 dólares, mas a subida foi diminuindo, situando-se agora nos 1,3011 dólares. Em causa estiveram os comentários do negociador europeu, Michel Barnier, de que poderá haver um acordo dentro de semanas.

Esta quinta-feira há mais uma reunião de política monetária do Banco Central Europeu onde se espera que possa haver mais detalhes sobre a retirada dos estímulos, em concreto a política de reinvestimento quando as compras terminaram em Dezembro. Na sessão de hoje o euro está a deslizar 0,08% para os 1,1585 dólares.

Furacão aproxima-se. Petróleo sobe com ameaça do lado da oferta
É um clássico desta altura do ano. O furacão Florence (categoria 4) está a ameaçar a costa este dos Estados Unidos onde há produção de petróleo. Os meteorologistas antecipam que a tempestade vai aumentar de intensidade. O Centro de Furacões dos EUA admitem que este possa ser o pior a atingir a zona em 30 anos.

De acordo com a empresa de serviços petrolíferos AAA, pode haver uma subida "dramática" dos preços dos combustíveis uma vez que as chuvas fortes já atingem as plataformas petrolíferas ('pipelines'). "Há quem no mercado acredite que vamos assistir a um significativo pulo dos preços da gasolina", admite o partner do fundo de Again Capital, John Kilduff, referindo que os factores que contribuem para isso, tal como as sanções ao Irão, mantêm-se.

O Brent, negociado em Londres, está a subir 1,89% para os 78,83 dólares, acumulando ganhos há três sessões consecutivas. Já o WTI, negociado em Nova Iorque, avança 2,53% para os 69,25 dólares, a maior subida em três meses.

Cerca de 1 milhão de pessoas estão a ser retiradas de suas casas devido ao Florence, que pode ser o pior furacão em 30 anos a atingir as duas Carolinas
Cerca de 1 milhão de pessoas estão a ser retiradas de suas casas devido ao Florence, que pode ser o pior furacão em 30 anos a atingir as duas Carolinas
Reuters

Abacates mais pequenos afundam maior empresa produtora
As acções da cotada Limoneira que produz limões e abacates na Califórnia registaram a maior queda (-20%) em nove anos. Em causa está o tamanho dos abacates que diminuiu de forma considerável a partir do momento em que uma onda de calor atingiu as plantações durante o verão. A empresa admitiu que, desta forma, os lucros serão menores, assim como a qualidade do fruto. A boa notícia é para os consumidores, pelo menos os norte-americanos: os abacates vão ser vendidos mais baratos.



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