Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros descem e bolsas com queda ligeira em semana de BCE

Fecho dos mercados: Juros descem e bolsas com queda ligeira em semana de BCE

Os investidores aguardam já pelas decisões e palavras do BCE na próxima quinta-feira. As bolsas fizeram uma pausa nos ganhos e as taxas das obrigações europeias desceram.
Fecho dos mercados: Juros descem e bolsas com queda ligeira em semana de BCE
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,19% para 5.292,74 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,01% para 386,86 pontos

S&P 500 sobe 0,03% para 2.460,04 pontos

Juros da dívida a dez anos caíram 5,1 pontos base para 3,101%

Euro avança 0,02% para 1,1472 dólares

Brent desce 0,51% para 48,66 dólares



Bolsas quebram ciclo de três dias de ganhos

As principais bolsas europeias terminaram a sessão a desvalorizar, com as praças do Velho Continente a interromperem um ciclo de três sessões positivas. O europeu Stoxx 600 encerrou a avançar 0,01%, numa sessão em que a maioria dos índices perdeu valor. A bolsa alemã desceu 0,35% e o francês Cac 40 cedeu 0,10%, pressionados pela divulgação da inflação, em semana de reunião de política monetária do Banco Central Europeu. A inflação na Zona Euro caiu de 1,4% em Maio, para 1,3% em Junho, avançou esta manhã o Eurostat.

A travar as quedas na Europa esteve, porém, o sector mineiro. As companhias do sector lideraram os ganhos, suportadas pelo crescimento da economia chinesa no segundo trimestre. O produto interno bruto (PIB) da China cresceu a um ritmo anual de 6,9% no segundo trimestre deste ano, igualando a taxa de crescimento homóloga dos três meses anteriores e superando as estimativas dos economistas, que apontavam para uma expansão de 6,8%.

A bolsa lisboeta seguiu as quedas na Europa. O PSI-20 cedeu 0,19%, empurrado pela forte descida das acções do BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu mais de 2,5% para 24,45 cêntimos. A penalizar esteve ainda o grupo EDP, com a empresa de energias renováveis a desvalorizar mais de 0,5% para 6,893 euros, enquanto a eléctrica cedeu 0,37% para 2,95 euros. Já a Jerónimo Martins travou uma descida mais expressiva. A retalhista subiu 0,94% para 17,705 euros, no dia em que é noticiado que a empresa comprou cinco novas lojas na Colômbia, mercado onde detém os supermercados Ara.

Taxas de juro descem em semana de BCE

As taxas das obrigações soberanas europeias desceram. Portugal acompanhou essa tendência, com a "yield" a dez anos a baixar 5,1 pontos base para 3,101%. As taxas italiana e espanhola caíram 5,3 e 5,9 pontos base, respectivamente, para 2,237% e para 1,592%. Também a "yield" germânica desceu 1,6 pontos base para 0,581%. Ainda assim, como a descida da taxa portuguesa foi de maior dimensão, o prémio de risco da dívida nacional face à alemã caiu para 252 pontos base.

 

As quedas das taxas ocorrem na semana em que o BCE anuncia as suas decisões de política monetária. O mercado aposta que na próxima quinta-feira, Mario Draghi tente acalmar algum do nervosismo demonstrado pelos investidores em relação à estratégia de retirada dos estímulos. Isto depois do discurso do presidente do BCE em Sintra, no final de Junho, ter sido interpretado por alguns analistas como o princípio do fim do programa alargado de compra de activos.

Euribor a três meses sobe

As taxas Euribor subiram hoje a três meses, desceram a seis e mantiveram-se a nove e 12 meses em relação a sexta-feira. A seis meses, a taxa desceu para -0,274%, menos 0,001 pontos e actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 05 de Julho. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu hoje para -0,330%, mais 0,001 pontos do que na sexta-feira. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor foi fixada hoje em -0,151%, o mesmo nível de sexta-feira e acima do actual mínimo de sempre, de -0,163%, registado pela primeira vez em 23 de Junho.

Índice do dólar interrompe ciclo de quedas

O índice que mede a força do dólar em relação às outras dez grandes divisas mundiais até atingiu um mínimo de dez meses durante a sessão. Mas após ter atingido esse patamar mínimo começou a recuperar e leva agora uma subida de 0,10% para 1.173,74 pontos. Interrompeu uma sequência de cinco descidas diárias, provocadas por dados económicos que sugerem que a inflação na maior economia do mundo não está a recuperar para os níveis desejados pela Fed, algo que foi também admitido na semana passada por Janet Yellen. Já o euro negoceia praticamente inalterado face à nota verde, com uma subida ligeira de 0,02% para 1,1472 dólares.

Dados positivos da China não animam petróleo

Os preços do petróleo descem, após terem negociado sem tendência definida ao longo de grande parte da sessão. A cotação do barril de Brent desce 0,51% para 48,66 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, perde 0,73% para 46,20 dólares. Isto apesar de esta segunda-feira terem sido divulgados dados económicos na China que superaram as estimativas, como os valores do PIB do segundo trimestre, as vendas a retalho e a produção industrial.

"Os dados da China foram bastante bons, mas não extraordinários", disse Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research, citado pela Bloomberg. O foco do mercado continua assim nas pistas sobre o grau de implementação e a eficácia dos cortes de produção da OPEP e de outros produtores.

Ouro sobe com dúvidas sobre ritmo da Fed

O ouro ganha 0,44% para 1.234,15 dólares, a segunda sessão de subidas. O metal precioso beneficiou dos dados da inflação que mostraram uma estagnação em Junho e uma queda das vendas a retalho na maior economia do mundo. Isso aumenta a probabilidade de a Reserva Federal dos EUA adoptar um ritmo mais lento no processo de subida das taxas de juro, o que é visto como positivo para o ouro. 




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