Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros em queda e Bolsas europeias registam maior subida desde Abril

Fecho dos mercados: Juros em queda e Bolsas europeias registam maior subida desde Abril

As principais bolsas europeias começaram a semana em alta, a beneficiar do resultado das eleições legislativas em França. A praça de Lisboa seguiu a tendência, isto depois de a Fitch ter melhorado o "outlook" para a dívida nacional.
Fecho dos mercados: Juros em queda e Bolsas europeias registam maior subida desde Abril
Raquel Godinho 19 de junho de 2017 às 17:30

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,07% para 5.330,60 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,86% para 391,94 pontos

S&P 500 sobe 0,69% para 2.449,84 pontos

Juros da dívida a dez anos desceram 4,7 pontos base para 2,873%

Euro cede 0,35% para 1,1159 dólares

Brent desvaloriza 0,27% para 47,24 dólares

Bolsas vivem melhor sessão desde Abril

A primeira sessão da semana foi de ganhos nas principais praças europeias, nomeadamente a bolsa francesa. O Stoxx 600, índice de referência da Europa, somou 0,86% para os 391,94 pontos, naquela que foi a maior subida desde o final de Abril. Mas foi o índice francês aquele que mais se destacou com uma valorização de 0,90% para os 5.310,72 pontos. Isto depois de o partido do presidente francês ter obtido uma maioria absoluta na segunda volta das eleições legislativas, o que leva o mercado a acreditar que França vai implementar reformas económicas. Holger Schmieding, economista no Berenberg, à Reuters, aponta que a instituição antecipa que "as reformas de Macron transformem a França como as reformas de Thatcher curaram o antigo doente da Europa, o Reino Unido, há 35 anos".

A bolsa nacional seguiu esta tendência e fechou em máximos de quase um ano e meio. O PSI-20 avançou 1,07% para os 5.330,60 pontos, com 16 cotadas em alta, duas em queda e uma inalterada. O BCP foi a cotada que mais impulsionou a bolsa nacional, ao apreciar 2,27% para os 0,2429 euros. Já a EDP ganhou 0,26% para os 3,055 euros. Mas foi a Sonae que protagonizou o melhor desempenho da sessão, com uma valorização de 4,31% para os 0,969 euros.


Juros em queda depois da decisão da Fitch

Os investidores exigiram, esta segunda-feira, juros mais baixos para apostar nos títulos da dívida pública portuguesa. A tendência negativa registou-se em todas as maturidades, tendo sido mais expressiva nos prazos mais longos. Na maturidade de referência, a 10 anos, os juros desceram 4,7 pontos-base para os 2,873%. Este desempenho acontece depois de, na última sexta-feira, a agência de notação financeira Fitch ter melhorado a perspectiva para a dívida de Portugal, o que abre a possibilidade de que a próxima decisão poderá ser a melhoria do "rating".

 

Dólar em alta com comentários da Fed

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana contra as principais divisas mundiais, segue a valorizar. Soma 0,28% para os 97,439 pontos. Este comportamento positivo baseia-se nas declarações do presidente da Reserva Federal de Nova Iorque. William Dudley revelou, segundo a Bloomberg, que está confiante de que a expansão da economia tem espaço para continuar e que a subida dos salários deverá acelerar. Antes destas declarações, a moeda norte-americana registava variações pouco expressivas.


Euribor mantêm-se e fixam novo mínimo a 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se inalteradas nos prazos a três, seis e nove meses, enquanto a taxa de mais longo prazo atingiu um novo mínimo histórico. A taxa a três meses, em níveis negativos desde Abril de 2015, manteve-se nos -0,329%, acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a Euribor a seis meses, que é o indexante de mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, ficou inalterada nos -0,271%. Está em níveis negativos desde Novembro de 2015. No prazo a nove meses, a Euribor também se manteve nos -0,201%. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em Fevereiro do ano passado, desceu para -0,156%, um novo mínimo histórico.


Petróleo cai com excesso de oferta

Os preços do petróleo seguem em queda, em ambos os mercados de referência, prolongando as quedas registadas nas últimas semanas. Perde cerca de 13% desde o final de Maio, a reflectir os sinais de excesso de oferta no mercado. De acordo com a Bloomberg, a Líbia viu a sua produção aumentar para máximos de quatro anos. A matéria-prima concluiu na semana passada a maior série de quedas semanais desde Agosto de 2015. Esta segunda-feira, em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 0,38% para os 44,57 dólares por barril. Já em Londres, o Brent deprecia 0,27% para os 47,24 dólares por barril.


Ouro cai para mínimos de um mês
 

O ouro está a desvalorizar e atingiu mesmo o valor mais baixo no último mês. A penalizar o metal precioso estão as notícias que apontam para que os fundos de cobertura de risco ("hegde funds") estejam a sair do ouro numa altura de acalmia nos mercados financeiros devido à menor incerteza política na Europa. O ouro desvaloriza quase 4% desde o máximo atingido a 6 de Junho, depois de a Reserva Federal ter subido a taxa de juro e reiterado a perspectiva de mais subidas até 2018. O metal cai 0,47% para os 1.247,89 dólares por onça.


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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

Ouça,você está sempre a repetir essa mensagem. já a vi dezenas de vezes.

GLINTT Há 3 dias

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 120% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 21%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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